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ENTREVISTA-Nadal voltará a surpreender, diz Guga

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Por Martyn Herman

LONDRES (Reuters) - O tricampeão de Roland Garros Gustavo Kuerten sabe como é ter uma carreira assolada por lesões, e acredita que Rafael Nadal irá voltar renovado às quadras após passar por sofrimentos recentes.

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Nadal não joga desde a derrota chocante para Nick Kyrgios em Wimbledon. Desde então, um problema no punho e uma apendicite obrigaram o espanhol ex-número um do mundo a se afastar das quadras.

O espanhol, cujo nono título em Roland Garros, em junho, foi um raro destaque em um ano difícil, irá voltar à ação depois do Natal, e Guga espera que o tenista de 28 anos dispute mais títulos de Grand Slams em 2015.

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“É preocupante, para todos nós que amamos vê-lo jogar, quando ele se machuca, mas ele sempre nos surpreende”, disse o brasileiro, hoje com 38 anos, que foi forçado a se aposentar por conta de problemas no quadril, em entrevista à Reuters.

“Ele deu a volta por cima no ano passado e terminou como número um de novo. Tudo é possível para Rafa, mas depende de sua condição física e do nível do Novak (Djokovic)”, acrescentou.

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Guga, no entanto, sugere cautela. “Seu estilo tem um impacto enorme no corpo, é muito baseado no desempenho físico”, afirmou.

Embora possa estar pedindo muito ao esperar que Nadal recupere o ritmo rápido o suficiente para disputar o Aberto da Austrália –o primeiro Grand Slam do ano, já em janeiro–, Guga acredita que ele irá entrar com tudo na temporada de saibro do ano que vem.

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“Rafa vê aquilo como seu território”, disse. “Acho que mesmo quando tiver 95 anos ninguém vai conseguir segurar ele. Ele parece de outro planeta em Roland Garros”.

Guga, que encerrou o ano 2000 como primeiro do mundo depois de derrotar Pete Sampras e Andre Agassi em seguida no ATP Tour Finals em Lisboa, aposentou-se em 2008, finalmente admitindo a derrota para as lesões que começaram a atormentá-lo pouco depois de seu terceiro título no Aberto da França de 2001.

Ele disse que hoje os jogadores têm uma probabilidade menor de sofrer o mesmo destino graças à proteção maior da Associação de Tenistas Profissionais (ATP).

“O final dos anos 1990 e início de 2000 foi uma época destruidora para os tenistas”, disse. “Você olha para (Marcelo) Ríos, eu, (Magnus) Norman, até Marat (Safin). Eles forçaram tantos os jogadores que começaram a desmoronar, um atrás do outro”.

“Tínhamos que jogar nove eventos Masters Series obrigatórios, quatro Grand Slams e a temporada ia até dezembro, um mês a mais, e os torneios Masters Series eram melhores de cinco sets”, disse.

“A ATP percebeu que era demais, era injusto, e estão acertando o calendário”.

Mas Guga não tem arrependimentos. “Com certeza meus melhores anos no tênis não aconteceram”, disse. “Mas minha vida no tênis foi ótima, e seria injusto pedir mais”.

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