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ENTREVISTA-Integrante do Pussy Riot pede boicote de Olimpíadas de Sochi

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Por Anastasia Gorelova e Ian Bateson

MOSCOU, 14 Nov (Reuters) - Uma integrante da banda punk Pussy Riot pediu o boicote às Olimpíadas de Inverno de 2014 em Sochi para se opor ao que ela chamou de uma campanha de "fechar o cerco" contra os oponentes do presidente russo, Vladimir Putin.

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Yekaterina Samutsevich, libertada depois de cumprir vários meses de uma pena de prisão de dois anos por causa de um protesto contra Putin em uma igreja russa ortodoxa, comparou a situação com a da véspera das Olimpíadas de Moscou de 1980, boicotada por dezenas de países.

"Um evento que deveria ser puramente sobre esporte está se tornando altamente politizado e abundante de conflito. Nossas autoridades são culpadas disso", disse Samutsevich à Reuters TV.

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"(Um boicote) tem que acontecer porque as últimas políticas foram longe demais", ela disse, referindo-se às leis que os críticos de Putin enxergam como repressivas e aos casos criminosos contra opositores que ela declarou serem falsos.

"Eles estão obviamente fechando o cerco", ela disse. "Acho que muita gente vai boicotar (os Jogos)".

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Putin apostou muito prestígio político pessoal ao sediar um bem-sucedido evento em fevereiro em Sochi, um resort no Mar Negro, mas enfrenta críticas internacionais por causa de uma lei que proíbe a disseminação de "propaganda gay" entre menores.

Apesar da indignação sobre a lei no exterior, nenhum país disse que vai boicotar as Olimpíadas, nas quais a Rússia deve gastar mais de 50 bilhões de dólares.

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