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Empresa THG nega acusação de venda ilegal de ingressos para Olimpíada

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Por Karolos Grohmann

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A empresa de recepção de torcedores em eventos esportivos THG negou nesta terça-feira as acusações de venda irregular de ingressos da Olimpíada do Rio de Janeiro, depois que um de seus diretores e uma intérprete foram presos pela polícia do Rio.

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Na segunda-feira a Polícia Civil disse ter apreendido mais de mil ingressos para a primeira Olimpíada realizada na América do Sul que estavam sendo comercializados a preços exorbitantes.

Os bilhetes eram originalmente destinados ao Conselho Olímpico da Irlanda, que disse estar investigando o ocorrido.

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Em uma entrevista coletiva também na segunda-feira, a polícia disse que a empresa pode ter arrecadado cerca de 10 milhões de reais comprando ingressos e os revendendo por valores mais altos.

A polícia identificou o diretor da THG como Kevin James Mallon e a tradutora, que afirmou também ser funcionária da companhia, como Barbara Carnieri.

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"Enquanto investigamos completamente o assunto com as autoridades brasileiras e com nossos advogados locais, a THG refuta inteiramente qualquer insinuação de que eles ou ele agiram ilegalmente de qualquer maneira", disse um porta-voz da empresa.

Não é a primeira vez que a THG rende manchetes no Brasil por causa de entradas para eventos esportivos. Em 2014 seu executivo-chefe, James Sinton, foi detido no Rio de Janeiro acusado de formar o que a polícia disse ser parte de uma "máfia de ingressos" para a Copa do Mundo sediada no país naquele ano. Ele foi multado e deixou o Brasil prontamente.

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