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'Em toda minha carreira eu dei 100% de mim', diz Hewitt ao se aposentar

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Ex-líder do ranking mundial e um dos maiores ídolos do seu país na história do esporte, Lleyton Hewitt se aposentou das quadras nesta quinta-feira, aos 34 anos de idade, ao ser derrotado pelo espanhol David Ferrer por 3 sets a 0, com parciais de 6/2, 6/4 e 6/4, na segunda rodada do Aberto da Austrália.

Com a aposentadoria marcada para o fim da sua participação no primeiro Grand Slam da temporada, Hewitt se tornará o novo capitão da Austrália na Copa Davis. E, ao pendurar as raquetes como jogador profissional, ele se emocionou no discurso que fez ao público na Rod Laver Arena, em Melbourne.

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Com o microfone aberto para a torcida, Hewitt falou ao lado dos seus três filhos dentro da quadra, enquanto sua esposa, Bec Hewitt, chorava nas arquibancadas. E o atual 304º colocado da ATP disse que era uma "emoção estranha" se despedir do tênis como jogador, mas ressaltou que encerra a carreira satisfeito com o fato de sempre ter se esforçado ao máximo para ser o melhor tenista possível.

"Não deixei nada no vestiário. Isto é algo de que eu posso me orgulhar. Em toda minha carreira, dei 100% de mim. Adoro vir aqui e competir", afirmou Hewitt, lembrando que o Aberto da Austrália era o torneio ideal para ele se aposentar. "Sempre que joguei neste estádio me senti como em minha segunda casa e estou muito agradecido pelo tempo que passei aqui", completou.

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Tenista mais jovem a chegar ao topo do ranking mundial, posto que ele atingiu com 20 anos e oito meses de idade, Hewitt nunca conseguiu conquistar o Aberto da Austrália, onde chegou a ser vice-campeão em 2005, quando caiu na decisão diante do russo Marat Safin. Porém, isso nunca diminuiu seu prestígio em relação ao público australiano, que foi lembrado com carinho pelo ex-número 1 nesta quinta.

"Sinto-me honrado por ter este apoio e este amor da torcida. Significa muito para mim. Tive muito sucesso e grandes partidas nesta quadra. É uma sorte terminar aqui", enfatizou Hewitt, que ainda foi reverenciado por Ferrer após o confronto.

"É um dia triste porque Lleyton termina sua carreira. Ele é um espelho para mim, é um ídolo e um jogador impressionante. Jogar a última partida de Lleyton é muito especial. Foi duro, ele luta até a última bola. Ele merece qualquer coisa e, apesar de eu ter vencido, esta noite é para ele", ressaltou o espanhol.

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