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Diretor de empresa aérea LaMia, de matrícula boliviana, foi piloto de Evo Morales

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O diretor-geral da LaMia, Gustavo Vargas Gamboa, já foi piloto do presidente da Bolívia, Evo Morales. O reconhecimento foi do próprio Evo, que disse nesta sexta-feira também desconhecer que a companhia tinha matrícula boliviana. Ele cobrou sanções severas aos responsáveis pela queda da aeronave em Medellín, que vitimou 71 pessoas.

Morales contou que, quando era dirigente sindical, após encerrar negociações com o governo para acabar com vários bloqueios de estradas, ele foi levado em um pequeno avião ao Chapare (Cochabamba, centro, zona de camponeses cocaleiros) para suspender as mobilizações pelo mesmo piloto. Gustavo Vargas, que era da Força Aérea Boliviana, comandou aquele voo presidencial.


Morales pediu investigação sobre uma pessoa chamada Gustavo Vargas, que fazia parte da Direção Geral de Aeronáutica Civil (DGAC), órgão regulador da aeronáutica boliviana e responsável por outorgar licenças de voo, como diretor de registro aeronáutico. A suspeita é que eles sejam pai e filho.

O presidente lembrou ainda que viu os aviões da LaMia no aeroporto de Cochabamba (não precisou quando) e perguntou por eles. "Me diziam que eram venezuelanos e estavam em manutenção aqui".


Depois, o líder boliviano comentou na entrevista achar estranho que, após dois meses, as aeronaves seguissem em manutenção no país. Evo disse que chegou a perguntar para algumas autoridades se havia interesse de as companhia aérea estatal Boliviana de Aviação (BoA) comprarem os modelos. "Eu não sabia que tinham autorização nem que era uma empresa com matrícula boliviana.’’

Evo Morales acrescentou que "tem de ser investigado como foi legalizada, como foi constituída a empresa, como são dadas as licenças para voos’’.

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