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Destaque no Brasileirão, goleiro Douglas quer ajudar Avaí a deixar zona da degola

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O Avaí enfrenta o Palmeiras neste sábado, às 19h, no Allianz Parque, apostando no goleiro Douglas Friedrich, que está emprestado ao time catarinense pelo Corinthians, mas já tem em seu currículo o fato de ter conseguido parar o próprio clube, além de Botafogo, Grêmio e Cruzeiro. Ele foi um dos destaques no empate sem gols contra o time de Fábio Carille e espera repetir o feito diante dos comandados de Cuca.

Em entrevista ao Estado, Douglas diz que foi especial enfrentar seu clube, contou sobre suas experiências no futebol do Irã e revelou ainda ter superado um câncer nos testículos para não desistir do sonho de ser jogador de futebol.

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"Está sendo um ano muito bom pra mim. Tivemos bons resultados, mas ainda precisamos sair da parte debaixo da tabela. Confio nos meus companheiros e acredito que vamos nos recuperar", disse o goleiro. Confira abaixo trechos da entrevista:

Como chegou ao Avaí?

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Rodei bastante. Com 17 anos me profissionalizei e com 19 eu fui para o Irã, no Sanat Naft, onde joguei por dois anos. Em 2015 fui para o Capivariano e depois Bragantino, onde o Corinthians me viu e foi me contratar. Iniciei o ano de 2016 no Corinthians, fui emprestado para o Grêmio, fiquei cinco meses e voltei por causa de uma lesão. Agora estou no Avaí.

Como foi parar no Irã?

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Eu era o terceiro ou quarto goleiro do Galo Maringá e tinha um DVD bem amador que o pessoal do clube fez para mostrar seus jogadores. Aí esse DVD foi passando de mão em mão até chegar em um agente. Pediram para ele um goleiro, ele mandou o meu DVD para um iraniano, que mora em Londres, e me colocaram em contato com ele. Se interessaram por mim. Naquela época eu não tinha noção do que era o Irã, como era o futebol, mas fui muito acreditando no que me falaram e foi uma experiência muito legal.

Como descobriu que tinha câncer e como conseguiu lidar com isso?

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Eu sentia um desconforto na região, mas goleiro leva muita bolada e eu achava que era uma dor normal. Mas comecei a notar que a dor continuava e meu testículo estava ficando inchado e não voltava ao normal. Fui no urologista, ele me passou uns remédios, tomei e melhorei. Depois de um tempo de repouso, voltei aos treinos e as dores voltaram juntas, mais forte. Fui fazer exames e descobri o tumor. Fiz a cirurgia e como eu era muito novo (19 anos), não entendia o quanto era grave aquilo. As pessoas em volta pareciam ter mais preocupação que eu.

Achou que a carreira havia acabado?

Meu corpo sentia muito o tratamento, mas eu estava crente de que iria me recuperar. Hoje estou totalmente recuperado e nem mesmo a possibilidade de eu ficar estéril aconteceu. Tanto que em 2014 eu fui pai.

Ter superado tudo isso dá uma força maior nos momentos de adversidade na carreira?

Sem dúvida. A gente vive nessa montanha russa que é o futebol. Um dia você é colocado lá em cima e depois vai para baixo. Hoje tenho maturidade para analisar o meu momento e não ser atingido pelo que vem de fora. Mas é claro que nos momentos de dificuldade, como tive quando sofri uma lesão no Grêmio e nem consegui jogar, eu me apego ao que aconteceu no passado. Se eu superei um câncer, posso superar qualquer coisa.

E os planos para o futuro... Volta para o Corinthians?

Tenho contrato com o Avaí até o final do ano. Eu desejo jogar em grandes equipes, mas estou dando um passo de cada vez. Eu sou assim, vivo o momento e o que eu tenho que fazer agora. Não me preocupo com o ano que vem. Tenho que fazer agora um ano bem feito para ter um 2018 bom. Eu tenho contrato com o Corinthians, mas sou jogador do Avaí e é nele que eu tenho que pensar. Aqui meu trabalho está sendo valorizado e estou em um grupo muito comprometido.

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