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De olho na Eurocopa, Estados Unidos querem voltar a abrigar Copa América em 2020

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Dirigentes e empresários norte-americanos querem voltar a organizar a Copa América nos Estados Unidos em 2020, repetindo o sucesso obtido com o torneio de 2016. Mas a proposta, que começa a circular nos bastidores, preocupa a Conmebol, alarmada nas últimas semanas com ideias de que poderia transferir o controle do futebol sul-americano para os EUA.

Em 2016, a Copa América Centenário foi realizada nos EUA, levando um público recorde aos estádios do país desde a Copa do Mundo de 1994. O torneio era apenas para marcar os 100 anos da competição mais antiga do futebol internacional de seleções e a promessa era de que ocorreria uma só vez. Para 2019, por exemplo, a CBF insiste que o Brasil não abre mão do evento.

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Por todos os cálculos, o evento nos EUA superou em muito as expectativas dos sul-americanos. A final, entre Argentina e Chile, atraiu 81 mil torcedores em Nova Jersey. Em média, os estádios receberam 46 mil pessoas por jogo.

No total, 1,5 milhão de ingressos foram vendidos, 350 mil a mais que o recorde anterior. Mais de cem milhões de pessoas acompanharam o torneio pela TV e o evento foi transmitido para mais de 160 países.

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Para as federações nacionais, o torneio também foi um grande negócio. Em 2015, a Conmebol havia distribuído cerca de US$ 10 milhões entre 12 times. O Chile, campeão, ainda ficou com US$ 4 milhões. Em 2015, porém, esse valor recebeu um incremento significativo, com o vencedor ficando com US$ 6,5 milhões e todos os demais levando pelo menos US$ 1,5 milhão.

HESITAÇÃO - Ainda assim, a cúpula da Conmebol admite estar "preocupada" com a ofensiva americana na região sul-americana. A proposta de uma nova Copa América em 2020 poderia significar a intenção dos americanos de repetir o torneio a cada quatro anos para rivalizar com a Eurocopa, também realizada a cada quatro anos.

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Se essa ideia americana vingar, a Copa América passaria a coincidir sempre com a Eurocopa, uma ideia que agrada aos clubes europeus e mesmo dirigentes dentro da Fifa, tendo em vista o fato de que os times precisam sempre ceder jogadores para a disputa destas duas competições.

Mas o temor é de que o poder político e a influência sobre as federações deixem a sede da entidade sul-americana, no Paraguai, e se mudem aos EUA, justamente onde os dirigentes da América do Sul são processados por corrupção na venda de direitos da Copa América.

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Não são poucos os dirigentes da Conmebol que ainda temem que a unificação de torneios com os EUA represente o primeiro passo para que a entidade sul-americana seja "engolida" pela Concacaf. A ideia de uma unificação, porém, era o sonho de um dos comandantes do futebol sul-americano, o argentino Julio Grondona.

Em 2014, ele revelou à reportagem do Estado que sua meta era a de unir as Américas e, com a qualidade sul-americana e o dinheiro dos EUA, "romper a hegemonia" da Europa. Ele morreu naquele mesmo ano.

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