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BRASILEIRO 2022

Cristóvão mantém esperança de levar Flu à Libertadores

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Apesar dos dois tropeços seguidos no Brasileirão, Cristóvão Borges ainda tem esperanças de levar o Fluminense à Copa Libertadores. O empate com o Sport, por 2 a 2, no domingo, empurrou a equipe carioca para o 7º lugar, a cinco pontos do G4 da tabela.

"Enquanto a chance de Libertadores existir, seja ela remotas ou com dependência de resultados paralelos, vamos acreditar", afirma o técnico, sem esconder a decepção pelo tropeço em Recife. "O resultado contra o Sport, claro, não foi o ideal. A gente precisava vencer. Procuramos, buscamos o tempo todo. Não conseguimos."


Para seguir com chances de ir à Libertadores, o Fluminense precisará vencer seus dois próximos jogos, contra Corinthians e o já campeão Cruzeiro, e torcer por tropeços dos rivais. "Temos dois jogos e vamos jogar em busca dos seis pontos", diz Cristóvão.

O técnico também se apega à possibilidade de o G4 se tornar G5 por causa da presença de Cruzeiro e Atlético Mineiro na final da Copa do Brasil. Se o Atlético se sagrar campeão e terminar o Brasileirão entre os quatro primeiros, teria vaga na Libertadores pelas duas competições. Assim, a CBF abriria uma vaga extra no Brasileiro.


"O G5 é outra possibilidade. Depende de resultados paralelos. Todas ficaram mais difíceis. Se elas existem, nós acreditamos. Nosso comportamento não vai mudar. Vamos acabar o campeonato da melhor maneira possível", projeta.

Adotando tom de fim de temporada, Cristóvão fez uma breve avaliação do desempenho do Fluminense no Brasileiro e destacou o "saldo positivo". "O Fluminense começou o ano sendo o clube mais odiado do Brasil e sendo o adversário de todos. Para mudar isso foi necessário muito trabalho e muita qualidade dentro do campo. Os primeiros jogos que fizemos no começo do Brasileirão e da Copa do Brasil, todos fora do Rio, éramos hostilizados", afirma.

O técnico se refere ao julgamento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que puniu e rebaixou a Portuguesa à Série B no fim do ano passado e salvou o time carioca da queda. "Todo mundo achou que éramos culpados por algo. Coisa que não era. Pagamos pelo erro dos outros. Isso foi muito difícil. Chegando hoje, nessa posição, e refletindo, analisando a trajetória, o saldo é positivo".

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