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CPI da CBF terá Romário como presidente e Jucá como relator

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(Reuters) - A CPI instalada no Senado para investigar supostas irregularidades na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) terá o ex-jogador e senador Romário (PSB-RJ) como presidente e o senador Romero Jucá (PMDB-RR) como relator, após eleição nesta terça-feira.

"Posso te afirmar que o trabalho passa por abrir o sigilo da CBF, de federações, de clubes, de dirigentes, de presidentes. Esse é o papel da CPI", disse Romário, segundo a Agência Senado.

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Romário protocolou pedido de criação da CPI no final de maio, depois que sete dirigentes do futebol mundial foram presos em Zurique, como parte de investigações dos Estados Unidos e da Suíça sobre corrupção no esporte.

Entre os presos está o ex-presidente da CBF José Maria Marin, que comandou a entidade de 2012 a abril deste ano e foi o presidente do comitê organizador local da Copa do Mundo de 2014.

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O ex-atacante, campeão do mundo com o Brasil em 1994, disse que entre os nomes que pretende investigar estão os dos ex-presidentes da CBF Ricardo Teixeira e Marin, além do atual comandante da entidade, Marco Polo Del Nero.

Romário e Jucá afirmaram que pretendem pedir colaboração no exterior, especialmente do FBI, que investiga denúncias de corrupção, suborno e outras irregularidades no futebol.

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Apesar de ter sido eleito por aclamação para a presidência da CPI, o ex-jogador admitiu que sua intenção era ocupar a relatoria. O nome do vice-presidente ainda não foi anunciado.

"O mais importante é que eu estou 100 por cento preparado para encabeçar uma mudança definitiva no nosso futebol", disse Romário.

(Por Tatiana Ramil, em São Paulo)

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