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Chile se esforça por vaga para não desperdiçar a melhor geração da sua história

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No jogo desta terça-feira, no Allianz Parque, o Chile luta por um objetivo mais amplo do que somente ganhar do Brasil pelas Eliminatórias e garantir vaga na Copa do Mundo. A partida vale para o futebol local a oportunidade de prolongar no elenco a geração mais vitoriosa da história do país, pela conquista de duas Copas Américas, porém já envelhecida e com poucas chances de disputar outro Mundial depois da Rússia, em 2018.

Os possíveis 11 titulares da partida contra a seleção brasileira nesta terça-feira tem média de idade de 30 anos. Entre eles, sete integram regularmente o grupo da equipe chilena há cerca de dez anos e participam de competições internacionais pelo país desde a Copa do Mundo de 2010, como são os casos de Jara, Valdivia e Beausejour, todos com mais de 30 anos.

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O exemplo mais emblemático desse contexto é o volante Arturo Vidal. O jogador do Bayern de Munique tem 30 anos e havia avisado anteriormente que encerraria a carreira na seleção chilena após a Copa do Mundo de 2018. Mas esse adeus poderá ser antecipado com um possível fracasso da equipe nacional na luta para conquistar a vaga. O atleta, inclusive, está suspenso e não enfrentará o Brasil na partida que começa às 20h30 desta terça-feira.

O elenco chileno deu ao país os primeiros títulos da sua história, ambos na Copa América. Em 2015, o título em casa foi comemorado com êxtase pela torcida. No ano seguinte, o roteiro vitorioso se repetiu na edição centenária da competição, realizada nos Estados Unidos. Como as duas finais foram vencidas diante dos vizinhos - os argentinos -, a geração atual passou a ostentar um status de seleção que conta com jogadores que agora são considerados heróis nacionais. Apenas a taça da Copa das Confederações deste ano, na Rússia, escapou, com a derrota na final diante de uma Alemanha formada quase que totalmente por jogadores jovens.

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"Sei que podemos voltar do Brasil classificados ou eliminados. Faz parte do futebol. Estou preparado para qualquer uma das duas situações porque sempre fui equilibrado, qualquer que seja o resultado", disse o técnico Juan Antonio Pizzi, que está no cargo há dois anos.

O Chile começou as Eliminatórias com duas vitórias seguidas e depois viu a sua campanha se complicar. Mas Juan Antônio Pizzi se mantém otimista em relação à classificação chilena para o Mundial da Rússia.

"Fizemos bons jogos nas Eliminatórias. Não creio que não tenhamos feito coisas boas em rodadas anteriores, mas é que na Copa América fomos campeões porque pudemos progredir com a equipe, com tempo para trabalhar com os jogadores. O que nos resta agora contra o Brasil é fazer um jogo perfeito", comentou Pizzi.

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