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Carille admite momento ruim do Corinthians, mas ressalta vantagem excelente

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O técnico Fábio Carille vive um dos momentos de maior pressão desde que assumiu o Corinthians. A queda de rendimento da sua equipe e a ascensão dos rivais fazem com que a rodada deste final de semana do Campeonato Brasileiro ganhe ainda mais importância para evitar que Palmeiras e Santos se aproximem na tabela de classificação. A situação faz com que o treinador admita que está vivendo um momento delicado, mas ressalta o peso dos seis pontos de vantagem do Corinthians na liderança do torneio e o fato de confiar em seu elenco.

"Está sendo um ano de muitos aprendizados. Falando do ano, ele começou com desconfiança e eu não imaginava que seria desse jeito, com sucesso e vitórias. As 19 equipes do campeonato passaram por momentos difíceis. Chapecoense e Sport já lideraram, São Paulo subiu. Está sendo um momento de instabilidade, nada bom, mas estou muito confiante e acreditando sempre. Se tem uma pessoa que acreditou nesse grupo sou eu. Acredito muito e ficamos chateados depois dos jogos, mas depois escutamos pessoas do futebol e um deles falou algo que me fortaleceu após o jogo contra o Botafogo: 'Se alguém te falasse que você estaria na 30ª rodada com seis pontos de vantagem, você toparia?'. Temos que entender que o momento não é bom, mas a vantagem é excelente", analisou o treinador corintiano, em entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira, no CT do clube.

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Carille acredita que a situação tem mexido com todos do elenco e isso está se refletindo em campo. "Tem jogadores no grupo que já passaram por várias situações, mas no grupo é o primeiro momento ruim. Há uma questão de ansiedade, de decidir as coisas rápido, de ler a imprensa falando que já era campeão", completou.

O Corinthians já chegou a ter 11 pontos de vantagem para o vice-líder e agora vê a diferença cair para seis. Dependendo dos resultados das duas próximas rodadas, o time pode até ser ultrapassado. O treinador evitar projetar o futuro, ainda mais situações negativas, mas assegura que não entenderá como vexame uma possível perda do título.

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"Eu falaria em vexame se deixasse de fazer algo. Não deixei de fazer algo em momento nenhum. Vivo aqui 12 horas por dia e trabalho muito. Você às vezes fica chateado pelo resultado, mas trabalho. Essa palavra não existe para mim", assegurou.

A experiência de assumir o Corinthians cheio de desconfiança, ser campeão paulista, realizar um primeiro turno de Campeonato Brasileiro quase perfeito e ainda ver seu time caindo de rendimento nas últimas rodadas tem sido um aprendizado para o jovem treinador.

"Não sei se tenho futuro longo no Corinthians. Mas em relação a tudo o que aconteceu esse ano, especulações e procuras, sei que terei um futuro longo. O ano é maravilhoso, pois é uma equipe com pouco investimento e campeã paulista que ninguém acreditava, nem eu. Achei que brigaríamos por Libertadores no Brasileiro, mas fizemos tudo isso já. É um ano maravilhoso e continuo com o sonho de fazer um trabalho no Corinthians por um grande tempo", resumiu.

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