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Calor e viagens na Copa de 2014 são preocupações mais urgentes que Catar, diz sindicato

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ZURIQUE, 23 Set (Reuters) - O calor na Copa do Mundo de 2022, no Catar, deveria ser uma das menores preocupações do futebol, diante de problemas mais iminentes na Copa de 2014 no Brasil, disse o FIFPro, sindicato mundial dos jogadores, na segunda-feira.

Theo van Seggelen, secretário-geral da entidade, afirmou que outras questões importantes, como o sistema de transferências e o controle de terceiros sobre os contratos, também estão ficando em segundo plano diante do debate sobre a época da Copa no Oriente Médio.

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"Fico perplexo de que a imprensa esteja obcecada com o Catar daqui a nove anos, e não pareça muito incomodada com a Copa de 2014", disse Van Seggelen à Reuters por telefone depois de participar com uma reunião com o presidente da Fifa, Joseph Blatter.

Segundo ele, as longas distâncias entre as sedes no Brasil e o calor em algumas delas são as maiores preocupações para 2014. Em algumas capitais quentes do Brasil, há partidas com início previsto às 13h.

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Van Seggelen disse que os jogadores já sofreram com o calor na Copa das Confederações deste ano, especialmente na semifinal disputada em Fortaleza, que foi para a prorrogação.

"Conversei com os jogadores italianos e espanhóis depois da semifinal e eles disseram que era impossível disputar a prorrogação naquele calor, e isso que começou no final da tarde", disse ele. "Temos de perceber que não é só a qualidade do jogo que é afetada, mas a saúde dos jogadores que pode ser prejudicada."

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"As viagens também são um problema, você tem voos de quatro horas em alguns casos, e quando você acaba de disputar uma partida dura e tem poucos dias para se recuperar isso pode ter um efeito."

O holandês acrescentou que está esperando um relatório detalhado sobre as condições no Brasil antes de levar a questão novamente à Fifa.

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Van Seggelen disse ter uma boa relação com a Fifa, mas alertou que a FIFPro não foi consultada sobre os planos para 2014, e adotará uma posição mais dura no futuro.

"Infelizmente, vamos ter de começar a jogar duro, não porque queremos, mas porque não tempos outra escolha."

(Reportagem de Brian Homewood)

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