Após fiasco, Palmeiras terá como consolo busca pela vaga na Libertadores de 2018
Mais Esportes|Do R7
A eliminação do Palmeiras na Copa Libertadores não tira a competição do foco do clube. Pelo contrário. O caminho ao torneio continental continuará como o grande objetivo, desta vez via Brasileirão. Agora, o clube terá de administrar até o fim do ano a decepção pelo novo fracasso em 2017 e se contentar com bem menos do que imaginou no início do ano.
"O Palmeiras joga pela Libertadores do ano que vem. O time participou 17 vezes e ganhou uma. Não sei se vamos chegar em quarto ou em primeiro no Brasileiro, porque ninguém aqui jogou a toalha. Mas o objetivo é chegar à Libertadores no próximo ano", afirmou Cuca, em entrevista coletiva dada após a derrota nos pênaltis para o Barcelona, do Equador, que no tempo normal foi batido por 1 a 0 no Allianz Parque na noite desta quarta-feira - o mesmo placar, mas favorável ao time equatoriano, ocorreu no confronto de ida das oitavas de final.
O ano que começou com a euforia do título brasileiro em 2016, mais de R$ 100 milhões em reforços e o sonho de título mundial vai acabar, na melhor das hipóteses, apenas com uma vaga na Copa Libertadores e, provavelmente, sem taças - a desvantagem em relação ao líder do Brasileirão, Corinthians, é hoje de 15 pontos e apenas uma incrível arrancada e uma queda acentuada do arquirrival faria o Palmeiras passar a almejar o título desta edição da competição nacional.
O foco do técnico Cuca é agora levar o time a uma das quatro primeiras posições da tabela, para ao menos conseguir classificação direta à fase de grupos do torneio continental - o quinto e o sexto colocados jogarão fases preliminares em busca do estágio de grupos.
Em fevereiro, antes de estrear na competição, o Palmeiras traçou uma meta ousada ao renovar o contrato de patrocínio com a Crefisa. A empresa prometeu pagar R$ 40 milhões como prêmio caso o clube conquistasse todos os títulos no ano. O bônus começou a se reduzir na eliminação no Campeonato Paulista, em abril, diminuiu mais em julho, após a queda da Copa do Brasil, e agora, em agosto, o sonho virou pó, pois uma reação no Brasileirão para superar o líder Corinthians é improvável.
O impacto financeiro pela queda na Libertadores frustra ainda outras fontes de receita. A premiação a ser recebida se fosse campeão do torneio chegaria a cerca de R$ 16 milhões. O valor propiciado pelo torneio incluiria ainda faturamento com bilheteria. Partidas de lotação quase máxima no Allianz Parque se aproximam de R$ 3 milhões de renda bruta.





