Logo R7.com
RecordPlus
BRASILEIRO 2022
‌

Após encarar problemas, Dunga escancara lei da mordaça imposta pela Copa América

Mais Esportes|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

O técnico Dunga tornou pública neste sábado a lei da mordaça que existe no regulamento da Copa América. Quem fizer críticas à organização da competição corre o risco de ser punido com multa. Por isso, o treinador foi econômico ao falar de um problema ocorrido na sexta-feira, quando a seleção brasileira trabalhou na Universidade de Harvard e não teve vestiário à disposição para os jogadores se trocarem e tomar banho.

"Mandamos uma equipe da CBF para controlar tudo o que fosse possível. Chegamos e tivemos surpresas, mas não adianta ficar lamentando, temos de achar soluções. Mas do que isso não posso dizer porque está no regulamento", disse, em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira no Gillette Stadium, antes do treino de reconhecimento do gramado feito pela seleção.

‌

Dunga se refere, ao dizer que não pode falar muito, ao artigo 11 do regulamento, sobre contestações. No artigo oito diz que qualquer reclamação deve ser dirigida à secretária geral da Copa América e prevê que alguma reclamação infundada pode ser alvo de multa. Não esclarece, porém, se reclamações públicas, como as feitas em entrevistas, podem ser enquadradas nessa situação.

A reportagem do Estadão conversou por telefone com um integrante da organização da Copa América que, sob condição de anonimato, confirmou que o item do regulamento tem por objetivo evitar que a competição seja denegrida por reclamações sem consistência. "Reclamar da qualidade do gramado, por exemplo, enfim de coisas que mostrem o lado negativo do torneio em vez de falar dos aspectos positivos", disse.

‌

Quanto à questão da falta de um vestiário para os jogadores poderem se trocar e tomar banho na sexta-feira, quando a seleção utilizou um dos campos de Harvard - eles tiveram usar um caminhão para acabar de se preparar, colocando meiões, faixas e chuteiras, depois de saírem do hotel já com roupa do treino -, esse interlocutor disse para a CBF que isso ocorreria. Mas que não aceitou outras alternativas de locais de treinamento oferecidas, por causa da distância em relação ao hotel.

A CBF informou na sexta-feira que ficou sabendo da impossibilidade de ter acesso a um vestiário pela manhã, horas antes do treinamento, pois isso não fazia parte do contrato firmado com a organização da Copa América para a utilização do local. "Os jogadores foram comunicados ninguém reclamou. Todos aceitaram numa boa", disse o coordenador de seleções, Gilmar Rinaldi, enfatizando que não estava reclamando da organização.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.