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Ancelotti pede medidas firmes para combater violência de ultras espanhóis

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Madri, 1 dez (EFE).- O técnico do Real Madrid, Carlo Ancelotti, condenou a briga entre torcedores organizados do Atlético de Madrid e do Deportivo La Coruña que deixou um morto no domingo, e pediu medidas firmes para acabar com os ultras no futebol, dando a Inglaterra como exemplo. "Hoje é um dia de tristeza para todos os que trabalham no futebol. Esperamos que não se repita nunca. É importante condenar a violência ao redor do futebol e está claro que todo o mundo tem que trabalhar para que isso não ocorra mais uma vez no futuro", disse o técnico no centro de treinamento da equipe madrilenha. "Já vivi situações iguais na Itália e tenho experiência na Inglaterra, onde trabalharam e fizeram muitas coisas para eliminar essa praga do futebol. Eles tinham um grande problema com os 'hooligans' e com firmeza os eliminaram. A Espanha pode fazer o mesmo. Os clubes podem fazer algo para acabar com essa praga", acrescentou. Destacando diferenças entre italianos e espanhóis com os ingleses, Ancelotti disse que o problema também é de educação dos torcedores. O treinador revelou que nunca foi desrespeitado em um estádio da Inglaterra. "Lá não há violência no estádio nem polícia nos arredores antes da partida. Você não é insultado e a torcida não briga. Há crianças no estádio", afirmou, condenando todo e qualquer tipo de violência no futebol, desde o lançamento de objetos em campo. Ancelotti disse que o Real Madrid é um bom exemplo a ser seguido no trabalho contra os 'ultras', assim como tem sido feito pelo rival Barcelona. "Todos os clubes podem fazer algo. Na França, estão trabalhando muito bem. Os grupos radicais precisam ser eliminados. Os torcedores não precisam de um grupo organizado para torcer", explicou. Apesar de o discurso firme contra a violência, Ancelotti não aprova medidas consideradas drásticas como a interrupção de partidas se músicas com ofensas forem cantadas nas arquibancadas dos estádios. "São coisas ruins que escutamos de vez em quando, mas não acho que precisamos parar o jogo. O melhor é não escutar. Interromper a partida seria dar mais significado a elas do que têm na realidade", concluiu. EFE rmm/lvl

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