Ameaçado de demissão no UFC, Iliarde Santos revela que problemas de rival dão conforto para duelo
Peso-mosca fará sua terceira apresentação no evento em busca de vitória inédita
Mais Esportes|Diego Ribas, do R7

Poucos atletas no mundo do MMA passaram por tantas mudanças na carreira como Iliarde Santos, atleta que, aos 33 anos, acumula cartel de 27 vitórias e oito derrotas, colecionadas ao longo de oito anos no esporte e por passagens em nada menos do que seis categorias de peso.
Depois de travar combates entre os médios (84 kg), o então parrudo paraense passou a ouvir, de tempos em tempos, conselhos de amigos e profissionais do esporte para driblar um eterno problema que o acompanha desde seu início no MMA: a envergadura.
Com apenas 1,65 m, Iliarde se acostumou a ser o menor atleta dentro do octógono, vantagem que, com a evolução do esporte, não poderia ser entregue tão facilmente a cada disputa. A solução, obviamente, foi apertar a dieta, como revelou em entrevista exclusiva ao R7.
— Eu gostei dessa categoria dos moscas. Ainda estou me adaptando, só fiz uma luta, mas estou me encontrando. Sempre me falaram para ir descendo, então fui pegando conselho das pessoas e diminuindo. Agora, meu empresário Alex Davis pediu para baixar para 57 kg, e deu tudo certo.
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Aproveitando que a mais nova categoria do evento conta com poucos competidores e que, ao contrário das divisões inchadas, poucas vitórias rendem rápida visibilidade, Iliarde aceitou o desafio. No entanto, nas duas vezes em que pisou no octógono, seu braço nunca foi erguido, situação que o coloca em posição delicada.
Não é de hoje que os promotores do UFC costumam demitir atletas que acumulam sequência negativa de resultados ou de desempenho negativo, possivelmente como forma de tentar incentivar lutas mais francas. E, para contrabalancear a pressão pela vitória, o faixa-preta de jiu-jitsu conta com o conforto por saber que a posição do rival Chris Cariaso também não é boa.
— Eu não posso pensar nessa pressão. Isso fica a critério da conversa do meu manager com o UFC. Meu trabalho é treinar e dar o meu melhor, assim como o do Cariaso. O que me conforta mais é que a minha preocupação e os problemas são os mesmos que o dele. Ele também está passando fome para bater o peso e também vem de duas derrotas. Se eu me cobrasse, seria pior para mim. Vou para dar o meu melhor e tentar levar algum bônus.
Talvez com o mesmo pensamento em mente, Iliarde enfrentou Ian McCall no Rio de Janeiro, em agosto, quando foi superado por pontos. Apesar da derrota, o bom desempenho rendeu R$ 100 mil pelo prêmio de combate da noite, naquela que foi a maior bolsa já recebida em sua longa carreira.
— Aquele prêmio foi excelente. Procurei investir e guardei uma parte. É uma ajuda muito grande para o atleta quando se recebe esse bônus. Por isso, quero me empenhar ainda mais. Quero me firmar no UFC e buscar o cinturão. É o sonho de todo mundo, e vou dar a minha vida por ele.
O duelo entre Iliarde Santos e Chris Cariaso será o segundo confronto do card preliminar do UFC Fight Night 29, evento programado para o dia 9 de outubro, na cidade de Barueri, em São Paulo.














