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Sob a bênção de Guga, João Fonseca alcança feito inédito em Roland Garros

Aos 19 anos, carioca alcança as quartas de um Grand Slam pela primeira vez

Lance|Do R7

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João Fonseca comemora ponto contra Casper Ruud REUTERS

João Fonseca voltou a escrever um capítulo de glórias para o esporte brasileiro, agora sob a bênção do tricampeão Guga Kuerten, presente em um dos camarotes de Roland Garros.

Dois dias após a maior vitória da carreira, contra o sérvio Novak Djokovic, o carioca, de 19 anos e 30º do mundo, alcançou o mais impressionante feito: inéditas quartas de final de um Grand Slam.


A vítima da vez foi o incansável norueguês Casper Ruud (de 27 anos, 16º e ex-número 2 do ranking, duas vezes finalista em Paris), derrotado por 3 sets a 1, com parciais de 7/5, 7/6 (8), 5/7 e 6/2, em 3h55m.

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É a primeira vez, desde 2004, justamente com o ídolo catarinense e ex-número 1 do mundo, que um atleta do país chega tão longe em um torneio desse nível na chave masculina de simples. Há 22 anos, Guga, vencedor em 1997, 2000 e 2001, parou nas quartas de final.


Para seguir fazendo fila, João Fonseca terá de superar um duelo da nova geração contra o tcheco Jakub Mensik, de 20 anos e 27º, algoz do russo Andrey Rublev (13º), por 6/3, 7/6 (6), 4/6, 2/6 e 6/3. O brasileiro venceu o único jogo contra o adversário até hoje, na última rodada da fase de grupos do NextGen Finals, na Arábia Saudita, em dezembro de 2024.

João Fonseca ditou o ritmo

Mais uma vez, o saque foi determinante para o brasileiro que, com golpes mais potentes que o rival, ditou o ritmo da partida. Do outro lado, o experiente e rápido norueguês (cujo contra-ataque é uma das principais armas), por vezes, se viu acuado.


Tanto que, na primeira parcial, o número 16 do mundo não teve um break sequer. João, por sua vez, pressionou o serviço do rival, que se desdobrou para salvar quatro bolas de quebra logo no quarto game.

Taticamente, o número 1 do Brasil também foi muito bem, por, entre outras atitudes, forçar o backhand (esquerda), o ponto mais vulnerável, do rival. E, no último game, aproveitou mais um break para fechar a primeira parcial.


No set seguinte, confiante, João conquistou a quebra logo no segundo game. Mas o ex-número 2 do mundo não se abateu e, ciente de que precisaria aproveitar as poucas chances que apareceriam, deu o troco em seguida. Era a primeira vez na partida que ele teve breaks.

No sétimo game, o brasileiro teve talento e sangue frio para sair de 15/40 e salvar os dois breaks. João, no 11º game, ainda se deu ao luxo de desperdiçar dois set points, no serviço do rival. Parecendo ser um veterano, o brasileiro, que perdia por 5/2 o tiebreak, ainda salvou dois set points nesse desempate, que ele fechou em 10/8.

João Fonseca desperdiçou um break no terceiro e outro no quinto games da parcial seguinte, que custaram caro. No último game, o ex-número 2 do mundo teve dois breaks e aproveitou o último para fechar o set.

Novamente nessa campanha, parecendo um veterano, o carioca, de 19 anos, não se abateu com o revés na parcial anterior e começou a quarta com mais uma quebra. Insaciável, o número 1 do Brasil repetiu o feito no quinto game. Sacando, João Fonseca fechou o jogo e voltou a fazer história na Philippe Chatrier. Dessa vez, sob as bênçãos, torcida e aplausos do tricampeão Guga, que se emocionou com match-point.

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