Ex-presidente da Fifa faz críticas à entidade durante a Copa: ‘Para onde vamos?’
Joseph Blatter usou as redes sociais para se manifestar contra medidas adotadas pela Fifa durante o torneio de 2026 e também na grande final
Lance|Do R7

O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, fez duras críticas à entidade em relação a algumas medidas adotadas nesta edição da Copa do Mundo de 2026, que acontece nos Estados Unidos, México e Canadá. Além da pausa para a hidratação, ele também reprovou o show que haverá no intervalo da final Mundial de 30 minutos, comparando com a cerimônia ao Super Bowl, decisão da NFL. Espanha e Argentina disputam o título no domingo (19).
— A pausa para a hidratação foi só o começo. No domingo, a final da Copa do Mundo vai ver o ponto alto do torneio — o maior intervalo da história do futebol. A final da Copa do Mundo é como uma cópia do Super Bowl. Para onde estamos indo, Fifa? — escreveu Blatter.
Normalmente, o intervalo é de 15 minutos, mas desta vez o evento contará com apresentações de artistas como Justin Bieber, Shakira, Madonna, BTS e Coldplay.
As críticas não pararam por aí. O ex-mandatário da Fifa também foi contra a decisão de reverter a suspensão do atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, após interferência do presidente estadunidense Donald Trump. O atleta, expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, foi liberado para jogar a partida seguinte, contra a Bélgica.
— Cartões vermelhos não são revertidos por ligações políticas. Eles são revertidos por regras, evidências e órgãos independentes. Se um presidente dos EUA intervém com o presidente da Fifa — e um jogador é subitamente absolvido antes de uma partida eliminatória da Copa do Mundo —, a questão é inevitável: para onde estamos indo, Fifa? O futebol nunca deve se tornar um playground para o poder político — afirmou.
Blatter também comentou o fato de o árbitro somali Omar Artan ter sido barrado pelo governo estadunidense e ter ficado fora da Copa do Mundo.
— Um país anfitrião da Copa do Mundo da Fifa deve garantir dois princípios fundamentais: a segurança
do país — e a entrada irrestrita de todas as equipes, árbitros e juízes qualificados. O caso do árbitro Omar Artan, da Somália, vai contra uma dessas obrigações. A Fifa nunca deve comprometer a universalidade do futebol — finalizou.
Blatter foi o presidente da Fifa entre 1998 e 2015, quando entregou o cargo em meio a uma investigação sobre corrupção e foi sucedido por Gianni Infantino, atual mandatário da entidade que dirige o futebol.









