Lance Sindicato e marca de roupas fazem live para ajudar atletas sem renda

Sindicato e marca de roupas fazem live para ajudar atletas sem renda

Sindicato dos Atletas de São Paulo e Buh, empresa de 'fashion soccer' criada por dois ex-jogadores, se juntam em ação solidária, com shows de samba, marcada para 5 de julho

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O Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo e a Buh, marca de "fashion soccer" criada por Diego Navarro e Felipe Sanchez, ambos ex-jogadores, se juntarão em uma live solidária voltada para ajudar atletas que estão sem renda por conta da crise econômica gerada pela pandemia do coronavírus. Com apresentações de grupos famosos de samba, que serão confirmados a partir de quarta-feira, a transmissão começa às 16h do dia 5.

A transmissão será feita pelos canais do sindicato (/sindicatodeatletas) e da Buh (/usebuh) em Youtube e Instagram. Haverá instruções para contribuições durante a transmissão. O sindicato inicia a ação repassando R$ 100 mil. Vários jogadores importantes já se comprometeram a ajudar, e os nomes serão divulgados durante a transmissão, de acordo com autorização de cada um.

- A Buh retrata o estilo de vida do jogador fora das quatro linhas, o fashion soccer. Por estarmos muito envolvidos com o futebol e sabedores da realidade dos atletas do Brasil, nos juntamos ao sindicato nessa ação solidária - disse Diego Navarro, sócio proprietário da Buh.

- Nós fomos jogadores de futebol profissional e também éramos filiados ao Sindicato de Atletas de São Paulo. Por isso, a gente sabe exatamente o que muitos atletas estão passando nesse momento, e, na posição hoje de empresários, nossa obrigação é auxiliar de alguma forma essa classe da qual, por muitos anos, foi a nossa profissão - completou Felipe Sanchez, também sócio proprietário da marca.

- Para poder participar, o atleta profissional deve atender certas exigências para que não haja privilégio de ninguém, tampouco problemas contábeis para a entidade. As exigências, assim com a inscrição, estão disponíveis no site www.sindicatodeatletas.com.br, que são: atleta deve ser associado do Sindicato de Atletas SP, caso não seja ainda poderá se associar, gratuitamente, também no site em espaço próprio; o CPF do beneficiário deverá estar regularizado junto à Receita Federal; o atleta deverá indicar uma conta corrente válida em seu nome; caso ele não tenha conta corrente, deverá se dirigir a sede do Sindicato de Atletas SP no dia que será definido para o recebimento do cheque; no preenchimento do cadastro, que é específico somente para o auxílio social e deverá ocorrer mesmo que o atleta já seja associado, ele estará declarando que tem ciência de todas as exigências e que está de acordo com elas, inclusive que se encontra na condição do recebimento do auxílio que é o de estar sem acesso a qualquer renda nesse período, etc. Todas as informações e exigências poderão ser conhecidas no formulário no site do Sindicato de Atletas SP, condições essas necessárias que não haja dúvida e possibilidade de privilégio, por isso, se não atendidas o atleta perderá a condição de acesso ao auxílio social - explicou Rinaldo Martorelli, presidente do sindicato.

- Esperamos alcançar uma arrecadação para atender todos os atletas profissionais que se inscreverem para o recebimento do auxílio social, não só os 170 cuja contribuição do Sindicato de Atletas de São Paulo garantirá, mas isso vai depender das demais contribuições fruto da solidariedade da sociedade brasileira - continuou Martorelli.

- A gente tem certeza do sucesso dessa ação porque acreditamos que, principalmente nesse momento, a solidariedade é o sentimento que prevalece no povo brasileiro. A organização e divulgação dessa ação têm servido também para quebrarmos definitivamente o estigma de que todo atleta profissional tem alto salário. Essa profissão, como tantas outras, é composta de uma grande variação salarial, sendo que a maioria se encontra na camada inferior, cujos ganhos alcançam valores médios muito, mas muito menores daqueles que são divulgados diariamente pela grande mídia e que precisam do nosso cuidado - enfatizou o presidente da entidade.

- Alguma coisa precisamos aprender com a pandemia para que não nos sobre somente os sofrimentos que ela trouxe. Em termos de administração do futebol, tomara que possamos mudar o conceito reinante de irresponsabilidade e que a nova mentalidade possa rumar a uma condição de cumprimento das obrigações e respeito nas relações humanas existentes no setor. Em termos humanos, o que se espera é que, definitivamente, se entenda que a dor de um é a dor de todos. Quem sabe, assim, nos comportemos para fazer desse lugar um mundo melhor para vivermos - completou Martorelli.

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