São Paulo obtém aval da Live Nation e envia contrato ao Ministério Público
Investigação teve início após o vazamento de um áudio sobre venda ilegal de camarotes
Lance|Do R7
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Na noite desta segunda-feira (6), após autorização da Live Nation, o São Paulo encaminhou ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) o contrato firmado com a promotora de eventos. A Live Nation é a empresa que detém o acordo com o clube para os shows que acontecem no Morumbis.
O envio da documentação dependia da anuência da empresa, já que o acordo entre as partes prevê cláusula de confidencialidade.
A investigação teve início após o vazamento de um áudio atribuído a Rita de Cássia Adriana Prado, intermediária no caso envolvendo camarotes do estádio, que veio à tona no final do último ano.
No material, que veio a público, Mara Casares e Douglas Schwartzmann, ex-diretores do clube, discutem a locação de um camarote durante o show da cantora Shakira, realizado em fevereiro do ano passado.
Na gravação, os dirigentes classificam o camarote como clandestino e irregular. A partir dessas declarações, a Polícia Civil aprofundou as apurações, com o objetivo de investigar um possível esquema de repasse indevido de espaços premium no estádio ao longo de pelo menos três anos.
Além deste caso, há outros dois inquéritos criminais relacionados à gestão anterior do São Paulo. Um deles apura possíveis saques em dinheiro vivo dos cofres do clube, além de supostos recebimentos por parte do ex-presidente Julio Casares. O outro investiga indícios de corrupção em negociações envolvendo o clube social.
Relembre o caso envolvendo a venda ilegal de camarotes no Morumbis
A investigação foi aberta pela polícia no ano passado após Douglas Schwartzmann, dirigente da base, e Mara Casares, ex-esposa do presidente Julio Casares, serem apontados como integrantes de um esquema de comercialização clandestina de camarote do Morumbis. O site GE revelou o caso, divulgando áudios em que os envolvidos discutiam a comercialização irregular do camarote.
O caso repercutiu internamente no São Paulo e foi um dos motivos que resultaram na abertura do processo de impeachment de Julio Casares. Posteriormente, Casares pediu renúncia do cargo.













