Leal quer títulos com a seleção e mira Olimpíada: 'Devo ao Brasil'
Ponteiro naturalizado é um dos nomes fortes na busca pelo Sul-Americano e Copa do Mundo de Vôlei: 'Expectativa é tentar ser campeão de tudo'
Lance|Do R7

Foram seis temporadas atuando no Brasil, 25 títulos conquistados, a naturalização como brasileiro e a vaga na seleção após quatro anos de espera pela liberação da FIBV. A história do cubano Yoandy Leal no vôlei nacional é uma das mais intensas dos últimos anos. Mesmo após deixar o Cruzeiro para defender o Club Civitanova, da Itália, o ponteiro guarda com carinho a trajetória construída no país e pretende retribuir tudo o que conquistou levando a equipe de Renan Dal Zotto ao patamar mais alto do vôlei mundial.
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Uma das referências da seleção brasileira, Leal é nome confirmado na disputa do Sul-Americano, que começa na próxima semana, e na Copa do Mundo, que tem início no mês de outubro. A confiança pelos títulos é alta, mas o desejo com a seleção, por sua vez, vai ainda mais além: garantir espaço para a disputa dos Jogos Olímpicos de 2020.
- Devo muito ao Brasil e, por isso, é uma honra vestir essa camisa e representar este país. As expectativas sempre são as mesmas: tentar ser campeão de tudo que disputarmos e, se Deus quiser, espero fazer uma boa temporada na Itália para merecer uma convocação para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 - disse Leal.

A seleção embarca para o Chile, onde disputará o Sul-Americano neste domingo. O Brasil está no Grupo A, ao lado de Argentina, Colômbia e Equador. Na Chave B estão Chile, Venezuela, Peru e Bolívia. A estreia da equipe brasileira será no dia 10 de setembro, contra os equatorianos, às 22h (horário de Brasília).
Confira a entrevista de Leal:
Foram seis anos atuando no Brasil, uma série de conquistas e a naturalização. O que o país representa hoje pra você?
O Brasil significa muito para mim. Eu cheguei aqui com 21 anos e me tornei jogador profissional de vôlei, construí minha carreira e conheci pessoas muito importantes até hoje. Devo muito ao Brasil e, por isso, é uma honra vestir essa camisa e representar este país.
A seleção cubana sempre teve uma forte história no vôlei. Como se deu essa decisão de, em 2015, se naturalizar para buscar o espaço na equipe brasileira?
Eu já estava há alguns anos aqui, tinha uma identificação com o país e já não tinha mais oportunidade de voltar a jogar por Cuba. Com isso, foi natural desenvolver essa vontade de representar o Brasil.
Qual a expectativa para os próximos desafios com a seleção?
Eu estou muito feliz com o trabalho que estou fazendo aqui na seleção brasileira. Espero seguir assim por muito tempo. As expectativas sempre são as mesmas: tentar ser campeão de tudo que disputarmos.

Como você se sente defendendo o Brasil?
Graças a Deus estou em um nível alto hoje em dia na minha carreira. Espero seguir assim e conseguir sempre ajudar a nossa seleção a ter bons resultados.
Como vê o processo de renovação do vôlei brasileiro?
Posso responder pelo que vejo aqui na seleção adulta masculina e posso dizer que a renovação está acontecendo. Nesta temporada temos jogadores como Flávio, Alan, Maique, Fernando Cachopa, e agora estão chegando Carísio, Cledenilson, Matheus, todos jovens atletas que estão compondo a seleção principal e mostrando seu valor.
Aos 31 anos, qual seu maior objetivo para o futuro nas quadras do vôlei?
Sempre coloco objetivos na minha carreira. Este ano vai ser muito importante para mim. Se Deus quiser, espero fazer uma boa temporada na Itália para merecer uma convocação para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020.
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