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Copa do Mundo 2026: estádios passam por reformas para atender 'padrão Fifa'

Arenas dos jogos do Brasil também passarão por mudanças

Lance

Lance|Do R7

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Vista geral do MetLife Stadium antes da Copa do Mundo 2026 em East Rutherford Angelina Katsanis/Reuters - 07.05.2026

Os Estados Unidos aprenderam com as lições deixadas na Copa América, em 2024, com relação às críticas sofridas com relação aos campos reduzidos (100m x 64m) durante a competição e trataram de encontrar uma resolução positiva para o problema, que foi encarado como prioridade para a Copa do Mundo, visto que a Fifa exige uma padronização rigorosa para as disputas de suas competições.

A busca para a ampliação dos campos para seguir o “Padrão Fifa” foi um desafio logístico para os Estados Unidos. Era preciso estender os campos da competição para a proporção de 105m x 68m, como exige a entidade máxima do esporte. Um novo desafio é o aumento de arenas (16), o maior número desde a edição recorde de 2002, realizada no Japão e na Coreia do Sul


Dentre elas, dez campos — sendo nove nos Estados Unidos e um no Canadá — precisarão passar por alteração. As reformas também contemplam a transição de gramadas artificiais para o natural, além de outros ajustes mais complexos. 

Palcos da seleção brasileira serão afetados 


Os estádios que receberão os jogos do Brasil na primeira fase ajudam a mostrar essas diferenças. O MetLife Stadium, em East Rutherford — onde a seleção brasileira estreia diante do Marrocos, em 13 de junho — teve 1.750 lugares retirados para adequar o campo às medidas oficiais exigidas pela Fifa. Situação parecida aconteceu na Filadélfia, sede da partida contra o Haiti, em 19 de junho, com a remoção de diversas cadeiras para ampliar as laterais do gramado, além da implantação de uma moderna superfície híbrida de grama natural. 

Alterações drásticas 


Em diversas sedes da Copa, a adoção do padrão Fifa de campo com dimensões 105x68 metros exigiu mudanças estruturais profundas. Em Dallas, o gramado precisou ser elevado em 71 centímetros, além da demolição parcial de 12 camarotes laterais. Já em São Francisco, a solução encontrada foi a instalação de assentos modulares removíveis nos cantos das arquibancadas. 

Em Kansas, mais de 3 mil cadeiras foram retiradas após alterações em estruturas de concreto do anel inferior, enquanto o estádio de Los Angeles também passou por adaptações, como a remoção de setores desmontáveis e a elevação do solo em 76 centímetros.

Houston enfrentará um desafio adicional por conta das altas temperaturas. Com o teto retrátil fechado durante os jogos, foi necessário criar uma operação especial de irrigação e iluminação artificial para preservar a grama natural sem exposição direta ao sol. Sistemas semelhantes de manutenção dos gramados também foram planejados em estádios de Atlanta, Boston e Seattle.

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