Lance Irmã de Emerson Sheik explica briga judicial com ex-atleta e dispara: 'Não teve carácter nem palavra'; entenda

Irmã de Emerson Sheik explica briga judicial com ex-atleta e dispara: 'Não teve carácter nem palavra'; entenda

Lígia Passos era dona de escola no Rio de Janeiro junto com ex-jogador e seu irmão

Lance
Lance

Lance

Lance

A irmã do ex-jogador Emerson Sheik, a pedagoga Lígia Passos, explicou para a colunista do Jornal O Dia Fábia Oliveira que os problemas financeiros do Centro Educacional Nova Escola, fundado pelo ex-atleta em Nova Iguaçu, começaram em 2012 quando Sheik transferiu seus 50% da sociedade para a Lígia em um acordo verbal.

> Confira a classificação atualizada do Brasileirão 2020 e simule os resultados

- Até 2012, o colégio funcionava bem e o Márcio [nome de batismo de Emerson Sheik] só queria saber se o colégio não tinha dívidas. Nunca chegou nada sobre falta de pagamentos ou atraso para ele. No mesmo ano, o Márcio deu várias entrevistas dizendo que a escola era comunitária e me trouxe problemas com vários pais, que se queixaram. A instituição nunca foi comunitária e eu até que consegui reverter a situação. Logo depois desse episódio, ele me deu os 50% dele. Só que foi de boca e o erro começou aí - explicou Lígia Passos.

Em 2005, Emerson Sheik abriu a Escola em sociedade com Lígia e seu irmão mais velho Cláudio. Sheik teria 50% da sociedade e os irmãos 25% cada. Após a família Passos entrar com pedido de falência em 2018 e fechar as portas da instituição, a Escola ficou endividada com 20 colaboradores, que hoje recorrem judicialmente.

- Sou grata por tudo que ele fez, mas ele jogou sujo comigo. Errou muito comigo. Não teve caráter nem palavra e nós não temos mais nenhum vínculo. Acabou. Mas, eu ainda vou lutar para honrar os meus compromissos - falou Lígia sobre as dívidas.

- Em 2015, por conta da crise financeira no Brasil, a escola começou a sofrer as consequências, mas conseguimos levar até o final de 2017. Resolvemos fechar a porta e falamos com os funcionários. 'Olha, nós não vamos pedir falência. Nós vamos tentar alugar ou vender a escola para pagar todo mundo. Quem quiser entrar na Justiça, pode entrar, mas, a nossa intenção é acertar todo mundo. Eu tinha uma planilha com toda a nossa dívida que era de R$ 170 mil. Hoje, chega por baixo nos R$ 230 mil - explicou a pedagoga.

A Escola está alugada para a Prefeitura de Nova Iguaçu desde novembro de 2018 e mais problemas surgiram entre os irmãos:

- Assim que caiu o primeiro pagamento acertamos com a advogada, que nos ajudou em todo o processo para a locação da Escola Municipal de Educação Infantil Compactor e pagamos também algumas contas. Eu refiz a planilha para começar a acertar com os ex-funcionários. Só que no segundo mês o pagamento do aluguel não caiu e aí descobrimos que um advogado, em nome do Márcio, passou tudo para o nome dele comprovando que ele era o dono da escola e nós, eu e o meu marido, sempre fomos os comodatos. Márcio, desde o início, sabia de toda a negociação, até porque ele assinava tudo, e acabou fazendo isso comigo. Eu só queria pagar os funcionários. Se ele me dissesse 'irmã, preciso do dinheiro também, ok!'. Mas ficar com tudo e me deixar na mão? Os processos são só meus e o lucro é só dele?. Eu lutei muito. Ele investiu? Sim. Mas, eu valorizei o patrimônio deixando uma escola com excelentes instalações. Isso me dói muito, mas eu vou me reerguer - concluiu Lígia Passos.

Últimas