Técnico Beto Bianchi analisa impactos de possíveis mudanças no Mundial de Clubes

Em busca de uma oportunidade de comandar uma equipe no Brasil, treinador destaca diferentes experiências que teve vivenciando o futebol ao redor do planeta

Lance

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Buscando uma oportunidade no futebol brasileiro, o técnico Beto Bianchi tem experiência de sobra se colocar em questão o número de trabalhos que já fez e os diferentes locais em que esteve. O treinador passou por vários continentes e buscou um aprendizado diferente de cada lugar.

O treinador, em contato com a reportagem, comentou sobre as diferenças dos continentes em que dirigiu equipes, como África, Ásia e Europa, citando o estilo de jogo de cada região:

- Cada continente tem a sua cultura de futebol, costumes e crenças religiosas. Os jogadores têm um perfil muito definido segundo o continente. Tudo isso unido dá o estilo de jogo do país. Por exemplo, na África e Ásia, o futebol se caracteriza como um futebol muito rápido “de idas e voltas”, muito forte fisicamente com muitas disputas corpo a corpo. Tecnicamente são bons, mas que em todos esses continentes os problemas táticos são bem destacáveis. Nos países mais fortes no futebol da América do Sul destacam mais as individualidades que o próprio conjunto - analisou.

Após ter passado pelo mundo afora, o treinador analisou como cada local se interessa pelo Mundial de Clubes, única competição que reúne todos os continentes e comentou sobre as possíveis mudanças em termos de formato do Mundial:

- Todos os clubes dão muita importância, tanto por prestígio como por motivos econômicos. As mudanças (no formato do Mundial) podem trazer problemas para alguns continentes. Por exemplo, na Europa vai coincidir com a Liga das Nações de seleções. Os jogadores não teriam férias e a lei exige essas férias - afirmou.