Futebol Recuperação, maratona e desafios: as principais missões e os números de Marcão, novo técnico do Fluminense

Recuperação, maratona e desafios: as principais missões e os números de Marcão, novo técnico do Fluminense

Treinador foi efetivado após a demissão de Roger Machado e faz a sexta passagem pela equipe profissional do Tricolor

Lance
Lance

Lance

Lance

O comando mudou, mas o rosto já é bastante conhecido. Após a demissão de Roger Machado, o Fluminense agiu rápido e decidiu efetivar Marcão como treinador até o final da temporada. Esta é a terceira temporada seguida que o membro da comissão técnica permanente é chamado para "apagar incêndio" e tem uma complicada missão pela frente. Conhecedor do elenco, ele precisará recuperar a confiança do grupo.

+ Gestão Mário Bittencourt chega a 28 reforços e cinco técnicos no Fluminense; veja a lista

Depois da eliminação na Libertadores, Marcão terá as quartas de final da Copa do Brasil nos dias 26 de agosto e 15 de setembro diante do Atlético-MG, além de precisar fazer o Flu sair de perto da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Em 2019, o treinador já havia assumido o time em situação delicada. Naquele momento, a equipe estava no Z4 e no fim acabou se classificando para a Sul-Americana.

Veja a tabela do Brasileirão

​Já na temporada de 2020, o Fluminense vinha bem com Odair Hellmann e o bom trabalho fez com que ele saísse após proposta irrecusável do Al Wasl, dos Emirados Árabes. Foi com Marcão que a equipe alcançou o objetivo de voltar a disputar uma Libertadores com ótimo desempenho na reta final do Brasileirão. Nas duas passagens, o treinador totaliza 38 jogos, com 16 vitórias, 13 empates e 9 derrotas, somando 59.5% de aproveitamento.

SEXTA PASSAGEM

Esta, na verdade, será a sexta passagem de Marcão pelo time profissional. Entre 1999 e 2006, vestiu a camisa tricolor em 397 partidas e conquistou a Série C de 1999, os Cariocas de 2002 e 2005, e a Taça Rio de 2005. Em 2014, ele retornou como auxiliar-técnico permanente, trazido pelo então vice de futebol Mário Bittencourt, hoje presidente do clube.

A primeira oportunidade para comandar a equipe aconteceu no Carioca de 2016, após a demissão de Eduardo Batista. Foram duas partidas e duas vitórias. Em novembro do mesmo ano, após uma sequência de seis jogos sem vitória, Levir Culpi deixou o clube e Marcão foi o responsável por treinar o time nas quatro últimas rodadas do Brasileirão, tendo dois empates e duas derrotas.

Em janeiro de 2017, no início da gestão de Pedro Abad, Marcão foi desligado do clube e só retornou às Laranjeiras em junho de 2019, após a eleição Mário Bittencourt. Ele foi responsável por assumir o time interinamente após a queda de Fernando Diniz e comandou a equipe em apenas um empate. Depois, voltou ao time quando Oswaldo de Oliveira foi demitido para sete vitórias, seis empates e quatro derrotas. Em 2020, 14 jogos, sete vitórias, quatro empates e três derrotas.

Marcão e Roger Fluminense

Marcão e Roger Fluminense

Lance

Marcão e Roger no CTCC (Foto: Mailson Santana / Fluminense FC)

AS PRINCIPAIS MISSÕES

Talvez o principal desafio de Marcão no comando do Fluminense seja fazer com que a equipe reencontre a solidez defensiva que marcou o trabalho na última temporada. Nas últimas 10 partidas, foram 12 gols sofridos e apenas três jogos sem ter a rede balançada. Recuperar a confiança da zaga e a proteção dos meio-campistas será fundamental para os objetivos do ano.

Além disso, encontrar o modelo de jogo que favoreça esta equipe será o primeiro passo. Diferentemente do que aconteceu em 2020, quando Odair implementou um trabalho sólido, Roger Machado foi demitido justamente porque o time não rendeu. Assim, seja com o estilo marcação alta, posse de bola e imposição que Marcão gosta ou mais reativo, haverá pouco tempo para testes. A vantagem é que o treinador já estava no dia a dia e, portanto, conhece os jogadores.

Recuperar os atletas, inclusive, é mais um objetivo. Durante o período de trabalho na temporada passada, quando esteve junto com boa parte deste elenco, Marcão foi quem encontrou Martinelli para suprir a posição mais carente do time naquele momento, além de ter bancado Marcos Felipe na vaga de Muriel. Foi com ele também que Fred começou a subir de rendimento e, depois de ser barrado, Nene também melhorou.

Praticamente não há tempo para pensar. Neste domingo, Marcão já comanda a última atividade antes de sua reestreia contra o Atlético-MG, na segunda-feira, pelo Campeonato Brasileiro, às 20h. Na quinta, o Fluminense enfrenta novamente o Galo, desta vez pela Copa do Brasil, às 21h30. A expectativa é que apenas daqui há um mês haja um alívio no calendário, veja aqui as datas.

Últimas