Por áudio racista, ex-conselheiro do Santos é condenado a pagar R$10 mil

Em declaração de WhatsApp vazada em abril de 2019, Adílson Durante Filho ofende pardos e mulatos

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Expulso do quadro associativo do Santos pelo vazamento de declarações racistas em um grupo de WhatsApp, o ex-conselheiro santista Adílson Durante Filho foi condenado a pagar R$ 10 mil reais, indenização que, segundo proposto pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo, deve ser revertido para entidades que contribuam ao combate à discriminação racial.

A sentença foi concedida pelo juiz José Wilson Gonçalves da 5ª Vara Civel e Santos. O pedido inicial era o 666666669pagamento de R$ 100 mil, mas a decisão foi tomada sob parecer do Ministério Público. Na publicação, o magistrado afirma ter pensado em definir valor maior para pagamento, mas considera que a reprovação e exclusão social será a maior punição ao réu.

Na época do vazamento do áudio, Adílson afirmou que não havia a intenção de ‘atingr quem quer que seja’. Contudo, a alegação foi rechaçada pelo juiz do caso, devido ao grau de instrução do acusado, subentendida pelos cargos que ele ocupava na Prefeitura Municipal de Santos e no Santos Futebol Clube. Além da exclusão do quadro de sócios e do Conselho do Peixe, Durante Filho também foi exonerado do cargo público que ocupava e dissociado do partido político que tinha filiação.