J-League cria aplicativo para controlar a Covid-19 no futebol

O atacante Patric, do Gamba Osaka, falou sobre a importância dessa tecnologia

Lance

Lance

Lance

O campeonato japonês já retornou há algum tempo e a J-League se cuida para que atletas, familiares de atletas e público em geral ajudem na luta contra a Covid. Para tal, em parceria com o governo japonês, clubes e dirigentes da entidade disponibilizaram um aplicativo para cada atleta, que deve ser preenchido todos os dias e dará um mapa do vírus no país. O atacante Patric, do Gamba Osaka, falou sobre este cuidado.

- Esta é uma situação que nos traz tranquilidade pra desenvolvemos o nosso trabalho. Com o aplicativo, cada jogador precisa fazer diariamente o preenchimento de informações como hora que acordou, o que comeu, algum sintoma, local onde esteve e outros pontos que podem ajudar a detectar a origem de algum caso desta terrível doença - disse.

O brasileiro, que há duas semanas fez um gol nos acréscimos contra o Yokohama Marinos e deu a vitória ao Gamba Osaka, comentou também do controle que está sendo feito para a presença do público e das famílias dos atletas nos estádios.

- Aos poucos, se liberou a presença de 5000 pessoas no estádio, com protocolos rígidos para entrada de qualquer um, menos o torcedor adversário que viria de outra cidade. Num primeiro instante, as famílias estavam proibidas de ver os jogos, porque se alguma delas estivesse infectada, prejudicaria o time, já que o chefe da família teria que ficar em quarentena. No entanto, os casos do país aumentaram em função da abertura dos bares e muitos jovens começaram a se infectar. Na semana passada, nosso jogo foi cancelado porque o adversário teve casos de Covid - afirmou o atacante, que também contou da rotina do seu clube no dia a dia.

- No clube tem se tomado todos os cuidados para não haver contaminação. No início, treinávamos de quatro em quatro jogadores e hoje já treinamos com todo o grupo, fazendo testagem e medição de temperatura todos os dias. Mais recentemente, liberaram o uso dos vestiários, sem que pudéssemos usar as banheiras para recuperação. Outro aspecto bastante diferente é quanto ao consumo da água. Cada jogador tem que levar a sua água para poder consumir, evitando que, por engano, alguém beba no recipiente do outro. Até esse instante, estamos totalmente livres de qualquer ameaça - completou Patric, que admitiu que a parte física vem fazendo muita falta aos jogadores em geral.

- Paramos por muito tempo e é claro, que mesmo com o trabalho feito à distância pelo clube, nada substitui as atividades no campo. As equipes tem sentido jogos e deslocamentos e isso tem feito a diferença - concluiu o atacante, que tem um gol na volta do campeonato e seu time ocupa a sexta colocação depois do empate deste domingo, contra o Kashima Antlers, em 1 a 1.