Futebol Insatisfação interna e mudanças: os reflexos da crise no Botafogo

Insatisfação interna e mudanças: os reflexos da crise no Botafogo

Grande parte dos jogadores não haviam reagido positivamente à troca no comando técnico, mas publicação de Honda foram estopim de clima ruim

Lance
Honda expressou sua insatisfação através de publicação no Twitter

Honda expressou sua insatisfação através de publicação no Twitter

Lance

Os resultados ruins dentro de campo resultaram em uma crise fora das quatro linhas para o Botafogo. O Alvinegro, na 19ª colocação no Campeonato Brasileiro, está indo para o sexto treinador em 2020 e convive com insatisfação por parte do elenco em relação às trocas no comando e falta de transparência. A crise se alastrou interna e externamente.

Leia mais: Com saída de Ramón Diaz, Brasileiro chega a 19 treinadores demitidos

O recado de Keisuke Honda no Twitter foi o estopim. Na última sexta-feira (27), o japonês escreveu que todas essas trocas eram "inacreditáveis" e que pensa em sair do Botafogo caso não seja convencido pela diretoria em fazer o contrário. O LANCE! noticiou que o camisa 4 deseja que a diretoria o procure para esclarecer tudo que vem sendo feito nos bastidores.

Apesar de ter sido o único a ter exposto a situação publicamente, o japonês não é o único a pensar desta forma. Outros jogadores também não entenderam a demissão de Ramón Díaz. A metodologia colocada por Emiliano Díaz, auxiliar que vinha comandando o Alvinegro na ausência do treinador, havia sido "comprada" pelo elenco.

Mesmo assim, a diretoria resolveu mudar. Sem tempo a perder e com Ramón Díaz tendo alta médica de uma cirurgia realizada no Paraguai apenas no dia 7 de dezembro, a cúpula alvinegra contratou Eduardo Barroca. Apesar de ser conhecido por parte do elenco - principalmente os jogadores da base -, as seguidas mudanças não foram vistas com bons olhos, o que não diz respeito à capacidade do novo treinador, vale ressaltar.

A sexta-feira foi uma corrente de insatisfações em todos os setores do Botafogo. Primeiro, dos jogadores, pela trocas no comando e a falta de transparência. Depois, pelos dirigentes do clube por conta das publicações de Keisuke Honda na internet.

Enquanto o clube implode dentro e fora das quatro linhas, Eduardo Barroca terá seis dias para treinar até a estreia contra o Flamengo, pelo Brasileirão, e conquistar resultados positivos. Na 19ª colocação, o objetivo colocado pela diretoria é direto: não ser rebaixado para a segunda divisão em 2021.

Aos 10 anos, filho de Fagner tem 1º contrato assinado com Corinthians

Últimas