Futebol Hudson admite vontade de seguir no Fluminense e faz autocrítica: 'Sei que devo melhorar'

Hudson admite vontade de seguir no Fluminense e faz autocrítica: 'Sei que devo melhorar'

Volante está em fim de contrato com o Tricolor e terá conversas com o São Paulo para definir o futuro na próxima temporada

Lance
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Titular absoluto apesar das críticas, Hudson é um dos jogadores que têm contrato apenas até o fim desta temporada com o Fluminense. Emprestado pelo São Paulo, onde tem vínculo apenas até dezembro, o meio-campista ainda não tem certeza sobre o futuro. Em entrevista coletiva no CT Carlos Castilho, o atleta admitiu a vontade de permanecer no Rio de Janeiro, mas ressaltou que as três partes ainda vão se reunir para falar sobre o assunto.

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– Eu só tenho que agradecer. O Fluminense me abraçou de uma maneira muito melhor do que eu esperava. Os profissionais, os jogadores... Está chegando o finalzinho do contrato, e se eu puder continuar, se for uma escolha minha, claro que eu gostaria de continuar sim o trabalho. A gente conseguindo uma boa colocação no Brasileiro, vamos ter um ano muito promissor. Claro que seria uma vontade minha participar desse trabalho, mas é uma coisa que infelizmente não depende só de mim, só do Fluminense ou só do São Paulo, que é o clube que eu tenho contrato também. É um conjunto de fatores que na hora certa todo mundo vai sentar, vai resolver e escolher o que é melhor.

Apesar do desejo da diretoria do Flu em contar com o jogador por mais tempo, Hudson ainda conta com resistência da torcida, especialmente pela atuação nos últimos jogos. Mais adiantado, o volante admitiu que ainda precisa se acostumar com as novas funções. Aos 32 anos, o jogador conviveu com lesões, Covid-19 e suspensões que interromperam a sequência ao longo da temporada.

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- A posição que eu venho jogando ultimamente, que é praticamente como meia, confesso que exige um pouco mais fisicamente, porque você tem que ter tanta força defensiva, como força para atacar na mesma intensidade. Você não tem tempo de descanso durante o jogo. Hoje o futebol é muito intenso, é uma posição que exige bastante. Às vezes você joga de costas, o que não é costumeiro na minha carreira - avaliou.

- Mas é uma adaptação, a gente está aqui para fazer o melhor para o Fluminense. Estou buscando trabalhar para que eu possa melhorar minha performance, sei que posso melhorar muito, tive alguns contratempos de lesões no tornozelo, de Covid, mas também não posso usar isso como muleta. Sei que posso performar melhor, tenho que render mais e tenho procurado trabalhar nos treinamentos para isso, para que a gente possa, não só eu, mas o Fluminense possa de uma maneira melhor trazer mais segurança para comissão técnica e para o torcedor - completou.

Na próxima quarta-feira, o Fluminense entra em campo pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Tricolor vai até a Neo Quimica Arena visitar o Corinthians, em confronto direto, já que apenas quatro pontos separam os dois times. O jogo será às 21h30 e é encarado como mais uma decisão pelo elenco do Flu, assim como o clássico com o Flamengo, vencido de virada por 2 a 1.

- Chegar até ser clichê falar que é uma final, mas olhamos para classificação e vemos que eles têm um jogo a menos, a importância que é o jogo. Temos falado muito que é um jogo que vai ser extremamente difícil, de extrema importância. A mudança de postura contra o Flamengo foi muito importante, partiu do vestiário. O Ailton teve uma importância muito grande pela forma que falou com a gente, que a gente precisava acreditar. Volto um pouco ao mérito Flamengo no 1º tempo, de ter se imposto, criado as chances, é um time que a gente sabe que tem qualidade, que tem muito conjunto que o nosso, sofreu muito menos mudanças do que o nosso. Mas acho que a nossa reação é muito importante, não foi a primeira, não foi a segunda, a gente já teve alguns jogos assim que o time reagiu muito bem, é uma vitória que mostra que a equipe tem potencial e que tem que estar mais ligada - finalizou.

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