Gol, piscadinha e confusão: a atuação de Deyverson no dérbi

Autor do gol do Palmeiras no dérbi, atacante incomoda os corintianos com entrega dentro de campo e também com simulações e provocações

Autor do gol da vitória do Palmeiras no Dérbi, atacante incomoda os corintianos com entrega dentro de campo e também com simulações e provocações

De gol a provocação, vitória do Palmeiras teve protagonismo de Deyverson

De gol a provocação, vitória do Palmeiras teve protagonismo de Deyverson

Divulgação Palmeiras - Flickr @sepalmeiras

Deyverson foi o principal personagem da vitória do Palmeiras no Dérbi deste domingo, no Allianz Parque. Além de marcar o único gol da partida, o atacante incomodou os corintianos com sua entrega na luta pela bola, com diversas simulações e com a piscadinha que deu para o banco alvinegro ao ser substituído, iniciando uma confusão à beira do gramado.

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Luiz Felipe Scolari, aliás, admitiu que tirou o camisa 16 de campo aos 32 minutos do segundo tempo para evitar que ele se envolvesse em alguma confusão e fosse expulso - já havia tomado um cartão amarelo por acertar o braço no rosto de Ralf e irritado os rivais ao trombar com Cássio e se atirar no gramado como se tivesse sido agredido em um lance que já estava parado por impedimento.

- Eu pergunto para ti o que eu tenho que fazer para mudar algumas coisas do Deyverson. Ainda tenho que mudar algumas coisas. No futuro, posso até ser lembrado por ele se conseguir mudar algumas situações que não pegam bem dentro e fora do campo. Ainda tenho que conversar com o Deyverson. Mas, dentro de campo, ele se dedica. É um centroavante que não perde bola aérea. A gente só dá a chance. Agora não tenho o Deyverson para os próximos três jogos, então tenho que ajustar alguma coisa, mas isso é um assunto interno - disse o técnico.

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Antes de tudo isso, Deyverson aproveitou um cruzamento de Marcos Rocha para definir a vitória do Verdão com um gol que fez justiça ao trabalho que ele deu aos zagueiros corintianos. Foi o quarto gol dele na temporada, todos após a chegada de Felipão, o grande responsável por sua recuperação - nunca foi escalado como titular com Roger Machado.

A boa fase tem transformado as críticas, tão comuns desde sua chegada ao Palmeiras, em elogios. Os mais de 38 mil torcedores que foram ao Allianz Parque neste domingo gritaram o nome do jogador quando ele deu lugar a Willian. Naquela hora, ele estava ocupado na briga com os corintianos e não conseguiu agradecer, algo que fez de forma curiosa antes do apito inicial. Quando os torcedores cantaram o nome de Weverton, o goleador entendeu errado e ergueu os braços como se o nome dele estivesse sendo cantado.

Durante o jogo, principalmente depois do gol, a maioria vibrava toda vez que ele dividia uma bola, caía no gramado como se tivesse sido agredido ou corria para tirar satisfação com os adversários a cada princípio de entrevero com algum companheiro.

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É possível notar que os próprios jogadores do Palmeiras se preocupam com a pilha de Deyverson. No início do jogo, quando ele estava escolhendo sempre a jogada mais enfeitada, Dudu, Lucas Lima e Felipe gesticularam para pedir mais simplicidade. No segundo tempo, quando Gustavo Gómez levou um encontrão de Roger e desabou, o atacante foi parado pelos próprios companheiros quando saiu em disparada do campo de ataque para se meter no bate-boca.

- O que vocês têm que falar do Deyverson agora é que ele resolveu o jogo. Foi 1 a 0, um gol dele. Não tem que falar de briga, de discussão, mas do grande jogador que ele é - disse Felipe Melo, na zona mista.

Todos no Palmeiras sabem que Deyverson é muito emotivo. Mais uma vez, ele chorou após marcar o gol. No fim do jogo, sentado no banco, foi às lágrimas novamente. Aumentar a estabilidade emocional do jogador de 27 anos é um desafio do clube.

Ele está suspenso das próximas três partidas, por três competições diferentes: Cruzeiro, pela Copa do Brasil (tomou dois jogos de suspensão pela expulsão contra o Bahia), Bahia, pelo Brasileirão (terceiro amarelo), e Colo-Colo, pela Libertadores (foi expulso contra o Cerro).

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