Futebol Fagner evita apontar perfil ideal para novo técnico do Corinthians: 'Ainda bem que não tô na pela da diretoria'

Fagner evita apontar perfil ideal para novo técnico do Corinthians: 'Ainda bem que não tô na pela da diretoria'

Mesmo assim, lateral corintiano saiu em defesa dos treinadores brasileiros e alegou a pressão por resultados como principal motivo de críticas a esses profissionais

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Segundo jogador com mais tempo seguido de Corinthians, desde 2014 no clube, e cria da base corintiana, o lateral Fagner conhece o clube como poucos, mas, mesmo assim, preferiu sair pela tangente quando o assunto foi o novo treinador que o Timão está a procura, após demitir Sylvinho há uma semana.

Coletiva Fagner - Corinthians

Coletiva Fagner - Corinthians

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Fagner concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira (9), no CT Joaquim Grava (Foto: Fabio Lazaro/Lancepress)

O ex-comandante corintiano deixou o clube após apenas três partidas na temporada e há cerca de dois meses da estreia corintiana na Copa Libertadores, principal objetivo do clube na temporada, e o camisa 23 vê o trabalho da diretoria difícil para repor o treinador até a estreia da competição continental.

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- Ainda bem que não estou na pele da diretoria. É uma decisão difícil, não tem como falar que prefere o treinador ou estilo A, B ou C. Independente do perfil escolhido pela diretoria, os atletas vão receber de braços abertos, para tentar as vitórias, chegar o mais longe possível em todas as competições, que é o nosso objetivo. Vamos deixar para a diretoria e ajudar dentro de campo - afirmou o defensor em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (9), no CT Joaquim Grava.

A direção corintiana mantém os olhos abertos quanto a opções estrangeiras. Os portugueses Jorge Jesus e Vitor Pereira foram os favoritos, mas o primeiros não quer assumir clube algum até maio e o segundo, ainda que não esteja descartado, não demonstrou grande animação para trabalhar na América do Sul, pois entende que ainda tem mercado no continente europeu.

- Se você contrata um estrangeiro, precisa dar mais tempo a ele para conhecer o país, cultura, futebol. Assim como é com um atleta quando ele chega em determinado país. Muitas vezes, com o treinador brasileiro, não temos essa paciência para trabalhar. Até mesmo ele está fazendo bom trabalho, tem bons números, mas é criticado. Um exemplo: o Tite. Ele tem números excelente pela Seleção Brasileira e vira e mexe as pessoas falam que ele tem que sair - afirmou Fagner, que teve duas passagens por clubes na Europa, no PSV, da Holanda, entre 2007 e 2008, e no Wolfsburg, da Alemanha, em 2013.

De toda forma, o jogador saiu em defesa de profissionais brasileiros e falou sobre a necessidade de valorização dos produtos locais, tanto em relação aos atletas de campo, quanto os líderes do banco de reservas.

- Temos que valorizar aquilo que temos dentro do nosso país, porque muitas vezes falamos "o jogador do futebol brasileiro tem que ir para a seleção". E quando ele vai jogar, todo mundo questiona a qualidade técnica dele para jogar contra os europeus. Valorizamos o que está fora, e nao valoriza o que está dentro. Se um treinador vier, ele vai agregar de muitas maneiras, seja estrangeiro ou brasileiro. Temos que ver o dia a dia - destacou Fagner, que ainda ressaltou a pressão por resultados como motivo principal para o questionamento em relação aos treinadores locais.

- Não diria que pararam no tempo (os técnicos brasileiros). O treinador brasileiro trabalha com a cabeça de que se ele não vencer dois jogos, ele pode sair. Muitas vezes ele não tem o tempo de trabalhar aquilo que gostaria. Quero que meu time jogue para frente. Mas se eu perder três jogos de 3 a 0, ele é mandado embora. Sabemos que a cultura do futebol brasileiro é assim. Ele prefere jogar para ganhar de 1 a 0 e ajustando aos poucos, do que tomando porrada. Você perder dois jogos, é questionado, cobrado. Quando vem um treinador de fora, você tem mais tempo, paciência, espera para ver o que vai acontecer em quatro, cinco meses. Essa paciência deveria ser dada ao treinador brasileiro - falou o camisa 23 do Timão.

Enquanto o Corinthians não fecha com o seu novo treinador, a equipe segue dirigida pelo interino Fernando Lázaro, que comandou o treinamento desta quarta-feira (9), no Centro de Treinamentos do clube alvinegro, que encerrou a preparação corintiana para o duelo diante do Mirassol, nesta quinta-feira (10), às 21h30, pela quinta rodada do Campeonato Paulista.

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