Daniel supera barração e melhora desempenho do Flu como titular

Meia foi importante na vitória contra o Grêmio, ajudando Ganso na armação das jogadas e Allan na recomposição. Com Oswaldo, jogador atuou apenas 88 minutos

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A vitória do Fluminense sobre o Grêmio, no Maracanã, amenizou a crise e deu esperanças aos torcedores de que dias melhores possam vir. O time jogou apoiado nas suas antigas características, valorizando a posse de bola e a troca de passes com paciência. O retorno às origens passa pela titularidade de Daniel, que tinha sido esquecido pelo técnico Oswaldo de Oliveira.

Em sete jogos sob o comando do antigo treinador, o meia foi utilizado em apenas dois, justamente no primeiro, empate com o Corinthians em 1 a 1, pela Copa Sul-Americana, e no último, novo empate em 1 a 1, só que diante do Santos, pelo Brasileiro. Ao todo, foram 88 minutos em campo e cinco jogos inteiros no banco de reservas, situação que deixou Daniel um pouco chateado.

- Lógico que eu não fiquei feliz, nenhum jogador gosta de sair do time, mas eu continuei treinando forte, porque eu sei que o Brasileiro é longo e eu teria todo o segundo turno pela frente ainda. No último jogo, o Oswaldo já tinha me colocado em campo, então eu continuei treinando forte para quando aparecesse a oportunidade, eu pudesse me sair bem.

Com a volta de Daniel ao time, Allan atuou como primeiro volante, dando mais qualidade na saída de bola, enquanto Ganso teve auxílio na armação das jogadas. O entrosamento dos meias se traduz na interação entre eles. Dos 63 passes de Ganso na partida, 17 foram para Daniel, que trocou no total dez passes a menos, com 12 tendo o companheiro de posição como destino final.

TABELA
Confira a classificação do Campeonato Brasileiro

Na época de Fernando Diniz, o treinador sempre elogiava Daniel, afirmando que o jogador é o que melhor entende a forma de jogar do Fluminense, personificando o estilo do time em campo. Sabendo disso, coube a Marcão escalar o meia, valorizando o que a equipe sabe fazer de melhor.

- Eles fizeram esse jogo por sete, oito meses. Característica da equipe. Por isso colocamos o Daniel, que vinha fazendo isso há bastante tempo, um jogo apoiado. Por estar em casa, com o nosso torcedor, optamos por isso. É bom ver o time jogando dessa forma.

Daniel também elogiou o auxiliar técnico Marcão por ter tido a sensibilidade de fazer o Fluminense jogar como antigamente. Na opinião do meia, apesar dos resultados, o time rendia bem dentro de campo.

- O Marcão estava aqui quando o Diniz era o treinador. Ele via que o time estava jogando bem, apesar dos resultados que não estavam aparecendo. O Marcão decidiu manter isso e pediu para a gente jogar do que jeito que a gente sabe fazer, tocando, ficando com a bola e deu tudo certo.

Após a boa atuação, a tendência é de que Marcão mantenha Daniel, o motorzinho tricolor, entre os titulares. Isso pode mudar com a contratação de um novo treinador, que ainda segue sem definição. O Fluminense enfrenta o Botafogo, no próximo domingo, no Nilton Santos.