Dani Alves fala de estreia na Liberta: 'Queria sentir o brilho desse torneio'

Camisa 10 do Tricolor concedeu entrevista para a SPFCTV e, entre outro assuntos, comentou de sua fase no clube e dos objetivos que tem a cumprir nessa passagem

Lance

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Na véspera da estreia do São Paulo na Copa Libertadores de 2020, um dos personagens principais do elenco falou com a SPFCTV: Daniel Alves, que disputa pela primeira vez a competição sul-americana. Na entrevista, divulgada nesta quarta-feira, o meio-campista tratou de vários assuntos, inclusive a magia do torneio, que ele compara inclusive com a Liga dos Campeões da Europa.

- Era um dos objetivos jogar a Libertadores, poder jogar a Libertadores pelo São Paulo, poder viver o brilho dessa competição com um clube mais vitorioso. Quando ela chega, ela tem um ar diferente, ela tem um ambiente diferente. A gente sente isso na Champions League, quando a gente vai jogar tudo o que engloba o torneio tem um pouco mais de brilho, e a Libertadores aqui tem que ser a mesma coisa - comentou o camisa 10.

São-paulino desde a infância, Daniel sabe da importância e do tamanho do torneio para a história do clube, incluindo as pessoas dessa construção. Desta vez, unindo personagens do presente e do passado, ele pretende fazer valer essa identificação seja traduzida em resultados dentro de campo.

- Sem dúvida alguma é uma competição que mudou a história do São Paulo, ela é especial porque a história diz isso, porque ninguém é grande sem ser. Se esse clube é grande, foi porque construiu uma história muito bonita e de muito sacrifício. Muito grato por quem construiu essa história. O São Paulo é isso por pessoas que passaram aqui, por pessoas que continuam aqui aportando de alguma maneira diferente. Vamos tentar fazer com que todas essas pessoas, todos esses sentimentos se sintam identificados com as pessoas que estão representando e vestindo essa camisa.

Confira outros trechos da entrevista:

Infância são-paulina
Quando você é famoso, quando você defende outras cores, as pessoas ficam com o pé atrás de expressar seus sentimentos, nunca fui de esconder meus sentimentos, o destino me fez dar umas voltas antes de chegar aqui e felizmente hoje estou tendo essa oportunidade de realizar o sonho de poder vestir as cores do clube que eu desejava, que eu sonhava quando criança.

Uma filosofia para o São Paulo
Aqui no Brasil se vive muito intenso, muitas coisas, mas nós criamos uma consciência aqui dentro, com a chegada do Diniz e seu estafe, tudo passa pelo que a gente acredita, então a gente acredita que um clube dessa grandeza precisa de uma filosofia, uma direção para onde ir. Sabemos que não é suficiente ter apenas uma filosofia, uma identidade, porque você precisa conseguir objetivos para que as pessoas realmente chancelem essa filosofia. Foi assim nos meus clubes passados e não vai ser diferente aqui no Brasil.

Sinergia campo e torcida
Quando a gente devolver essa sinergia para o nosso estádio, para o nosso ambiente no geral, não só de equipe, como de clube e de torcedor também, a gente vai criar algo muito grande, porque a gente não está aqui para perder tempo, não está aqui de passeio, nem porque é bonito jogar no São Paulo, simplesmente a gente vem aqui pela intenção de algo diferente para esse clube, e com essa intenção é que a gente vai até o fim.

Atuar no meio-campo
​Jogar de meio-campo para muitos é algo difícil, para mim é simplesmente jogar de lateral no meio-campo. Eu sou amigo de todos igualmente, tento ajudar na construção do jogo, na criação e na finalização, a mesma coisa que eu faço de lateral. Infelizmente, quando eu jogo de lateral, eu tenho um campo mais reduzido, quando eu jogo no meio ele é conturbado, porque há um acúmulo maior de jogadores, mas ao mesmo tempo tem mais espaço, mais possibilidade de movimentos.

Inteligência para jogar no meio
Se você é um jogador inteligente, de acordo com os seus movimentos você vai ter uma folga para receber a bola, é uma posição diferente para quem está de fora, para quem está de dentro não é diferente não. Até mesmo no Sevilla eu já joguei de número 9, já joguei de número 10, de segundo atacante, já joguei de extremo direito, de estremo esquerdo, não é nada novo. Dessa história, os números vão falar por si.

Passe bom x passe certo
O passe bom é aquele que consegue chegar ao objetivo, o passe certo é aquele que não só consegue chegar ao objetivo, como também dá a possibilidade de que o seguinte seja dado melhor. Se eu pegar a bola e der no seu pé, esse é um passe bom, não errei no meu passe, mas se eu quiser dar um passe certo e a gente estiver atacando para lá, vou dar um passe na sua frente, com a perspectiva de dar continuidade no jogo, dar sequência. Esse no meu caso é o passe certo, essa é a diferença de um para o outro.

Escola Barcelona
Foram me ensinando e eu fui passando para frente. Eu aprendi isso numa escola muito boa, que é a escola do Barça, tenho que fazer minha parte, tenho que tentar contagiar meus companheiros disso também, porque não é apenas o individual que vai fazer a gente conseguir os objetivos.