Corinthians divulga balanço com superavit no primeiro semestre, mas dívida é de mais de R$ 900 milhões

Clube fechou os seis primeiros meses do ano com lucro de R$ 4,395 milhões, influenciado por R$ 142 milhões com venda de jogadores. Dívida, porém, subiu mais de R$ 235 milhões

Lance

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Um dia após a vitória por 1 a 0 no Dérbi, o Corinthians divulgou nesta quinta-feira o balanço financeiro referente ao primeiro semestre de 2020. Nesse período o clube fechou suas contas com superavit de R$ 4,395 milhões. Por outro lado, a dívida acumulada do clube aumentou para R$ 904 milhões.

Esse saldo positivo se mostra melhor do que aquele projetado no orçamento para esta temporada, que previa deficit de R$ 12 milhões nos primeiros seis meses do ano. Em 2019, na mesma época, o balanço apresentou R$ 94,977 milhões de prejuízo até junho e chegou a R$ 177 milhões em dezembro, valor que será corrigido para R$ 195,4 milhões a pedido do Conselho Fiscal.

O resultado no azul tem como principal fator influenciador a venda de atletas no período. Segundo o documento, entre janeiro e junho, houve uma receita de R$ 142,2 milhões em repasses de direitos federativos, que englobam também verbas advindas do mecanismo de solidariedade da Fifa. Pedrinho, Clayson, Júnior Urso e André Luís foram jogadores negociados no primeiro semestre, além de parte dos direitos de Claudinho e de Gustagol.

Embora tenha conseguido esse lucro no primeiro semestre, o clube viu sua dívida acumulada aumentar desde 31 de dezembro, quando o montante era de R$ 668,7 milhões. No dia 30 de junho esse valor subiu para R$ 904,4 milhões, crescimento de 35,2% em um período de seis meses. Segundo o clube, essa disparada se deu por conta de aquisição de jogadores como Luan e Cantillo, além dos problemas causados pela pandemia de coronavírus.

A apresentação do superavit, no entanto, ainda não ameniza a situação financeira corintiana, que ainda encontra dificuldade para honrar com os compromissos, tanto é que atualmente deve dois meses de salários ao elenco, e precisa buscar recursos para pagar parcelas da compra de Bruno Méndez e de Cantillo. Sem contar os problemas judiciais que explodiram em 2020.