Futebol Busca por CEO e gestão: os desafios de Durcesio Mello no Botafogo

Busca por CEO e gestão: os desafios de Durcesio Mello no Botafogo

Engenheiro e torcedor de arquibancada, novo presidente promete profissionalizar gestão e buscar nome para cuidar das questões administrativas do Alvinegro

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O novo presidente do Botafogo é um engenheiro, empresário, tem 64 anos e é um torcedor de arquibancada do Glorioso. Durcesio Mello ganhou as eleições realizadas na última terça-feira, na sede de General Severiano, com larga vantagem e será o mandatário do Alvinegro no quadriênio 2021-2024. Ele assumirá o cargo no dia 1º de janeiro de 2021.

Um dos principais pontos tocados por Durcesio durante toda a campanha é a questão da profissionalização. O novo presidente pretende acabar com o modelo de amadorismo entre os dirigentes, que reina no Alvinegro há anos. Para isso, ele iniciará, desde esta quarta-feira, a busca por um profissional para gerir o Botafogo, um CEO.

- Tem que ser um cara de gestão, de finanças, não precisa ser do futebol. O diretor de futebol sim. O CEO é de gestão, é fácil de achar, com experiência nas finanças e parte comercial. Estamos contratando um headhunter, vamos definir o perfil e ir no mercado. Vou entrevistar, ver se é esse. Não tenho preocupação, o CEO é um profissional, diferente de um amador ou amigo seu. Ele vai atingir metas. Gostaria muito de anunciar no dia 1º, mas vai ser em janeiro - afirmou, em entrevista coletiva após a apuração dos votos.

O novo presidente quer criar uma nova "cadeia" no Botafogo. Abaixo dele e de Vinícius Assumpção, vice-presidente, o mandatário quer ter uma relação direta com este CEO. Abaixo deste profissional estarão outras pessoas, direcionadas à áreas específicas do clube - futebol e à parte jurídica, por exemplo. Todos, obviamente, remunerados.

Por conta da pandemia do novo coronavírus, o novo presidente do Botafogo assumirá com condições inéditas: no meio da temporada, com o Campeonato Brasileiro entrando em uma fase decisiva. Durcesio, até por estes motivos, afirmou que não vai fazer mudanças drásticas no futebol em um curto prazo, mas espera deixar um legado ao longo dos quatro anos de gestão.

- Quero entregar um Botafogo melhor. Não é promessa. Mas um Botafogo mais profissional, mais ajeitado, não como vem sendo há 40 anos. Gostaria de deixar esse legado, ter uma estrutura melhor para o próximo presidente. Hoje o presidente que assume não tem dinheiro em caixa, precisamos acabar com isso - analisou o novo presidente.

OS OBJETIVOS DE DURCESIO MELLO
O novo presidente do Botafogo, em um plano de campanha divulgado previamente, traça cinco pontos como essenciais na nova gestão: reduzir o défict, gerar novas receitas, mudar para crescer, romper a velha estrutura e pessoas importam.

Reduzir o déficit: Durcesio quer renegociar passivos e acordos, reestruturar os esportes, redesenhar os processos organizacionais, mitigar o retrabalho e subaproveitamento de colaboradores e revisar acordos com fornecedores e prestadores.

Gerar novas receitas: o presidente garante que buscará licenciamentos, patrocínios e parceiros e acompanhará as atividades dos sócios-proprietários com métricas de uso, frequência e permanência

Mudar para crescer: o mandatário toca no assunto da governança corporativa - interação entre áreas, profissionalização, adequação e remuneração dos cargos -, descentralização do caixa único e criação do Centro de Serviço Compartilhados (CSC) apoiando áreas funcionais (RH, financeiro, administrativo e jurídico).

Romper a velha estrutura: Durcesio garante que ao invés de muitos vice-presidentes, diretores e muito personalismo, será criado um Conselho de Administração para definir metas. Além disto, o novo presidente afirma que terá um novo diretor executivo para tocar o dia-a-dia do clube, além de gerentes, coordenadores, analistas, auxiliares, trainees e estagiários.

Pessoas importam: o novo presidente toca no assunto de uma metodologia de recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento de pessoal, implantação do modelo de gestão por competências, avaliação de desempenho, fim do nepotismo e de acomodações políticas, formação de quadros e retenção de ídolos.

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