Fórmula 1 anuncia mudanças no sistema de motores para temporada de 2027
FIA altera o cronograma de ajuste dos motores
Lance|Do R7
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Federação Internacional de Automobilismo anunciou nesta sexta-feira (8) mudanças no sistema ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities), mecanismo criado para equilibrar o desempenho dos motores na Fórmula 1.
As alterações aconteceram após o cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, o que reduziu o calendário da temporada para 22 etapas. Com isso, a FIA redistribuiu os pontos de avaliação do sistema e ampliou o limite de horas extras destinadas ao desenvolvimento técnico das unidades de potência.
O regulamento da Fórmula 1 para 2026 introduziu uma nova regra de balanceamento de desempenho entre fabricantes de motores: o sistema ADUO funciona como uma ferramenta de compensação técnica voltada às fornecedoras que apresentarem desempenho inferior em relação às concorrentes ao longo da temporada.
Na prática, o mecanismo busca evitar grandes diferenças de competitividade no primeiro ano do novo regulamento de motores, oferecendo mais tempo de desenvolvimento às marcas que ficarem para trás na disputa tecnológica.
FIA redistribui avaliações do ADUO
O cronograma original previa três análises de desempenho após a sexta, a 12ª e a 18ª etapas do campeonato. Com a redução do calendário, os pontos de verificação foram ajustados.
Agora, a primeira avaliação acontecerá após o GP do Canadá, quinta corrida da temporada. A segunda será realizada depois do GP da Hungria, na 11ª etapa. Já a última análise permanece marcada para depois do GP da Cidade do México.
Fabricantes poderão receber até 230 horas extras
Além da mudança no calendário de avaliações, a FIA confirmou uma nova distribuição das horas extras de desenvolvimento técnico.
Fabricantes que apresentarem déficit superior a 10% em relação aos concorrentes poderão receber até 230 horas adicionais para evolução dos motores.
A medida busca reduzir diferenças de desempenho entre as fornecedoras no primeiro ano do novo regulamento de unidades de potência.
Honda surge como possível beneficiada
A Honda Racing Corporation aparece como uma das fabricantes que podem ser beneficiadas pelas mudanças. A montadora japonesa enfrenta dificuldades neste início de temporada, principalmente após a mudança da parceria da Red Bull Racing para a Aston Martin Aramco Formula One Team sob o novo regulamento técnico.
Com projetos completamente inéditos para 2026, todas as fabricantes ainda buscam adaptação às novas regras da Fórmula 1, cenário que aumentou a importância do sistema de equilíbrio criado pela FIA.














