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Por que os azarões da Copa estão surpreendendo? Entenda

Análise mostra como a organização tática e disciplina defensiva explicam as surpresas dos azarões

Lance

Lance|Do R7

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Vozinha celebra empate de Cabo Verde com o Uruguai ao lado de companheiros na Copa do Mundo Marco Bello/Reuters - 21.06.2026

O que se esperava para a Copa do Mundo de 2026 eram confrontos com placares mais largos e nível de embate desequilibrado por haver novas seleções compondo o torneio. Mas as novatas estão surpreendendo e tendo resultados impressionantes e históricos nessa Copa. Essa primeira edição, com 48 seleções, tem sido marcada por surpresas protagonizadas por essas equipes consideradas menos tradicionais. Seleções novatas, como Cabo Verde e Curaçao, ou mesmo Gana, considerada menos expressiva, conseguiram arrancar pontos de grandes potências na competição.


Segundo o portal inglês BBC Sports, por meio do correspondente tático, Umir Irfan, esses resultados não são simples acasos. Eles refletem estratégias bem executadas e desempenhos consistentes das equipes menores, que têm mostrado organização tática e capacidade de competir em alto nível contra adversários considerados superiores.

Confira a análise


Esse Mundial tem mostrado que as seleções consideradas azarões, quando possuem uma estratégia bem definida, estão conseguindo competir com as grandes potências. O principal exemplo é o empate entre Cabo Verde e Espanha, ocasião em que os caboverdianos montaram uma defesa sólida, com a última linha tendo quatro defensores e uma segunda linha com cinco atletas, mantendo atenção para não abrir espaço entre o meio e a defesa e não cair na armadilha da Espanha, que gosta de atrair o adversário para atacar as costas dos marcadores. Gana e Curaçao utilizaram estratégias semelhantes contra a Inglaterra e Equador e foram recompensadas com o empate. As duas equipes africanas e os caribenhos priorizaram a compactação e redução dos espaços para que Espanha e Inglaterra não tivessem campo para criar. 

Em contrapartida, Arábia Saudita e Suécia deram exemplos de como erros podem custar caro aos azarões. As derrotas para Espanha e Holanda, respectivamente, mostraram como o esquema com cinco defensores na última linha pode apresentar vulnerabilidades quando as equipes não conseguem cobrir toda a largura do campo. Para abrir defesas mais fechadas, as seleções buscam explorar de forma rápida as áreas mais limpas por meio de inversões de jogo para testar a velocidade do balanço defensivo. Caso haja uma demora, o ataque consegue formar superioridade numérica nas laterais e atacar o espaço deixado para infiltrar e chegar ao gol. 

Além da organização defensiva, alguns azarões conseguiram criar perigo ao atrair a pressão dos adversários e sair jogando desde a defesa com passes curtos e posicionamentos bem distribuídos. Isso, somado às grandes atuações dos goleiros, como o caso do caboverdiano e sensação da Copa, Vozinha, e Eloy Room, de Curaçao, configura uma tática que pode gerar bons e surpreendentes resultados. Essa evolução das seleções consideradas menos expressivas tem demonstrado que a diferença técnica pode ser encurtada a partir de uma boa tática. O que deixa o jogo mais equilibrado, emocionante e imprevisível.

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