Copa do Mundo de escalada tem redenção de ídolo no masculino e surpresa no feminino

Como muitos dos participantes já estavam classificados para as olimpíadas, a falta de concentração de muitas estrelas, como a eslovena Janja Garnbret era visível

Lance

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Inegavelmente a edição extra do Campeonato Mundial do IFSC, o qual classificou os primeiros 14 atletas, de um total de 40, para as Olimpíadas de Tóquio 2020, impactou a performance de atletas nesta etapa da Copa do Mundo.

Como muitos dos participantes já estavam classificados para as olimpíadas, a falta de concentração de muitas estrelas, como a eslovena Janja Garnbret era visível. Outros atletas que ambicionam conquistar a sonhada vaga olímpica, a ser disputada em um torneio com os melhores classificados das etapas da Copa do Mundo, mostraram desempenho acima da média.

Muitos dos grandes nomes da escalada feminina acabaram nem chegaram à final em Kranj. Para surpresa e decepção da torcida local, a recém-coroada campeã mundial do IFSC, a slovena Janja Garnbret, ficou em 13ª na semifinal, ficando de fora de uma final pela segunda vez nesta temporada. Com Garnbret ausente, a briga pela primeira posição estava completamente aberta, mas a acentuada inclinação do muro não permitia que a medalha de ouro fosse conquistada com tanta facilidade.

Então chegou a vez de uma atleta de apenas 15 anos de idade brilhar com toda a intensidade. Foi a estrela em ascensão do circuito da Copa do Mundo de vias guiadas de 2019, a sul-coreana Chaehyun Seo, que se destacou na competição para obter sua terceira medalha de ouro da temporada e se separar de seus concorrentes no ranking geral.

A austríaca Jessica Pilz acabou logo atrás de Seo, ficando com a prata, e a eslovena Lucka Racovec levando o bronze na frente de uma multidão local encantada pelo resultado inesperado.

A redenção de Adam Ondra

A via elaborada para o masculino teve uma gama mais ampla de resultados, que teve desde quedas a uma altura relativamente baixa a um único top bem-sucedido. Com tanta diversidade de resultados, garantiu delírio do público. O canadense Sean McColl, o qual já está classificado para as Olimpíadas, escalou solidamente ao longo da parede e estabeleceu um ponto alto inicial que foi
rapidamente superado pelo espanhol Alberto Ginés López.

No entanto, os escaladores a seguir não conseguiram alcançar a mesma altura. O medalhista de ouro do ano passado em Kranj, o italiano Stefano Ghisolf, tentou vencer consecutivamente neste evento, mas infelizmente teve que se contentar com o sexto lugar.

Após uma final infeliz na final combinada ma edição extra do Campeonato Mundial de Hachioji, no Japão, o escalador theco Adam Ondra estava determinado a fazer com que seu desempenho em Kranj terminasse de maneira diferente. Ondra avançou suavemente ao longo da parede e passou
pelo ponto alto estabelecido para alcançar o único top da via do dia.

Uma performance cinematográfica e que favorece o pensamento de que estará classificado para as Olimpíadas na próxima seletiva a ser realizada no final de outubro. Kai Harada, do Japão, terminou com a medalha de prata e Ginés López ganhou outra medalha de bronze.

Presença Sul-americana

Nesta etapa houve uma presença pouco expressiva de sul-americanos. De
todos os países sul-americanos, os quais estão treinando especificamente para o evento classificatório do continente Americano a ser realizado em Los Angeles em 2020, apenas o brasileiro Cesar Grosso (que ficou em 58º de 72 atletas), Simón Padin da Argentina (que ficou em 71º de 72 atletas) e a brasileira Bianca de Castro (que ficou em 52º de 53 atletas) participaram desta etapa.

Para poder sonhar com chances reais de classificar para uma vaga nas
olimpíadas de Tóquio em 2020, sul-americanos, em especial os brasileiros,
necessitarão de realizar uma performance atlética nunca antes vista na história
do esporte. Os norte-americanos e canadenses obtiveram resultados mais
relevantes nesta etapa da Copa do Mundo de Escalada e estarão disputando a
única vaga com o restante do continente americano.

Mesmo que vençam canadenses e norte-americanos no pan-americano de 2020, brasileiros precisarão também superar equatorianos, chilenos e argentinos. Todos estes sul-americanos obtiveram resultados mais expressivos nas últimas competições internacionais.