Lance Com discurso realista, Mancini completa um mês de Corinthians

Com discurso realista, Mancini completa um mês de Corinthians

Técnico anunciado em 12 de outubro tem mostrado pés no chão aos limites do elenco e com o que a equipe pode sonhar no momento

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Vagner Mancini completa um mês no comando do Corinthians

Vagner Mancini completa um mês no comando do Corinthians

Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

Há exatamente um mês, no dia 12 de outubro, o Corinthians anunciava a contratação de Vagner Mancini para comandar o time para o restante da temporada com o objetivo claro de sair da briga contra a zona de rebaixamento. Um mês depois, os resultados podem não ter sido brilhantes, mas o Z4, por ora, foi afastado e, sobretudo, o discurso realista voltou a imperar no Alvinegro, algo que tem sido a marca do treinador no período.

Com sete jogos, três vitórias, dois empates e duas derrotas, o que resulta em 52,38% de aproveitamento dos pontos disputados. O retrospecto não é nada de excepcional e ainda inclui uma eliminação para o América-MG nas oitavas de final Copa do Brasil, mas ainda assim os números são melhores do que os técnicos anteriores: Tiago Nunes (47,44%) e Dyego Coelho (28,57%).

Quando Mancini chegou, o clube ocupava a 17ª posição na tabela com 15 pontos, ou seja, dentro da zona de rebaixamento. Hoje, após a 20ª rodada, o Alvinegro está em 11º lugar, com 25 pontos, cinco a mais do que o primeiro time do Z4. O perigo ainda existe, mas ele está um pouco mais distante.

As atuações também não enchem os olhos, como não enchiam antes, mas há uma organização e uma consistência que expõem ainda mais a limitação do elenco, que a cada jogo e a cada treinador se mostra cada vez mais mal montado. Mancini está longe de ser um profissional revolucionário que mudou o Timão para melhor, mas certamente buscou o simples para ter uma equipe que pelo menos tivesse noção do que fazer em campo e fosse competitiva.

Se o torcedor corintiano não tem esperança de título, nem de brigar pelas primeiras posições no Brasileirão, ele sabe que o time vai competir para não ficar na zona de rebaixamento ou perto dela. Claro que as coisas podem mudar para pior ou para melhor, mas a impressão é de que se continuasse do que jeito que estava, não haveria saída que não fosse a queda para a Série B.

E um dos grandes méritos de Mancini nesse processo foi adotar o tom realista em suas entrevistas desde a sua apresentação. Em momento algum ele fez promessas de que depois da data X o time iria melhorar, ou que teria uma fórmula mágica que levaria a equipe a brigar pelas primeiras posições em x rodadas do campeonato. A promessa foi de trabalhar e resgatar a marca Corinthians, sem invencionices com estilo mais bonito ou mais moderno.

- A cara do Corinthians são vitórias suadas, ganhadas em cima de um comportamento que não só agrada quem está aqui do lado, mas o torcedor também. A cultura do clube é essa. Tudo o que eu puder fazer, será feito. Não quero somente um futebol vistoso, quero que o Corinthians ganhe, que conquiste, isso torna o clube maior. Vistoso não quer dizer plástico. É entrega, alma, botar em campo o que o corintiano quer ver - afirmou Mancini em sua apresentação no dia 13 de outubro, véspera do duelo com o Athletico-PR.

Dali em diante, após todos as sete partidas à frente do time, o treinador corintiano vem reconhecendo todos os defeitos da equipe, seja na vitória, seja no empate, seja na derrota, algo que não se ouvia recentemente, com discursos que pareciam fazer referência a outro jogo. Mancini elogia o que tem de ser elogiado, e critica o que tem que ser criticado, respeitando a realidade.

Após o empate com o Atlético-GO, em que o Corinthians não deu um chute no alvo no primeiro tempo e fez uma de suas piores partidas nesta edição do Campeonato Brasileiro, as palavras do comandante foram extremamente sinceras em relação aos objetivos do Timão dentro da competição, que atualmente é somar o máximo de pontos possíveis e parar de oscilar.

- Foi o início do segundo turno, e temos totais possibilidades de fazer um grande segundo turno. Obviamente, dentro do que é possível, pois todos nós enxergamos futebol e é importante que você vislumbre aquilo que pode acontecer. Não adianta ficar sonhando com coisas irreais, sou verdadeiro nas cobranças e nas metas que passo aos jogadores para que cada um deles possa elevar o seu limite para que o Corinthians pare de oscilar no campeonato e construa uma campanha sólida daqui para frente - declarou em coletiva.

Mancini pode não ser o treinador dos sonhos do torcedor corintiano, mas em um mês no comando da equipe, ele tem se mostrado o profissional ideal para esse momento pelo qual o clube passa, inclusive para fazer as modificações necessárias no elenco, como por exemplo o afastamento de Sidcley e a indicação de Fábio Santos. Se os pés se mantiverem no chão e o caminho traçado permanecer nesse sentido, a temporada 2021 tende a ser melhor.

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