Lance 'Atletas e clubes tem de ser remunerados para que o FA cresça de fato no Brasil', diz Sanders Maciel

'Atletas e clubes tem de ser remunerados para que o FA cresça de fato no Brasil', diz Sanders Maciel

Parceiro e apoiador do FA no Brasil, o empresário vislumbra um plano maior focado no crescimento do esporte aliado ao social

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O Futebol Americano no Brasil tem se desenvolvido e ganhado adeptos fiéis nos últimos anos. A modalidade tem ampliado sua presença com o público brasileiro. E, com o esporte tendo um público cativo, abriu-se a necessidade de expandi-lo e apoiá-lo em seu crescimento.

E quando o apoio vem aliado de uma paixão pelo FA, a chance do resultado ser efetivo, fica maior. Esse é o caso de Sanders Maciel, que atua como Conselheiro do Grupo de Tecnologia da Informação Hinova, de Belo Horizonte, que se tornou a maior apoiadora do FA no país.

Sanders colocou sua expertise empresarial a serviço do Futebol Americano e se consolidou como um apoiador direto da modalidade, mas o principal: pensa no desenvolvimento de atletas e clubes, algo que pode gerar um ambiente saudável de crescimento sustentável e para revelar talentos que façam do FA Nacional um caso de sucesso.

A Hinova é parceira da Brasil FA, que atua junto com o L! e a Valinor Conteúdo na construção de conteúdo dedicado ao FA brasileiro. Da junção das duas empresas, o esporte ganhou uma nova força para incrementar as atividades da bola oval.



-A Hinova criou junto com a Brasil FA ideias para expandir o esporte. Dessa união criamos duas ligas, a Liga Mineira Hinova de Futebol Americano e a Taça Brasil respectivamente. Uma tem seis times e a outra oito times. Hoje estamos parados por conta da pandemia, mas devemos retomar as ações para a realização das duas competições a partir do ano que vem. A gente acredita que até o ano que vem as coisas vão estar mais controladas com a vacinação alcançando em larga escala a população. A partir do ano que vem a gente acredita que consiga fazer isso rodar novamente e ver os torneios acontecendo-disse Sanders Maciel, que explicou como sua empresa, com o seu sócio, Rominho Manoel, pensam na modalidade como uma estrutura maior que vai além do campo de jogo.

-Meu sócio Rominho Manoel, e eu, gostamos muito do esporte. Acreditamos no FA como uma força estruturante para o mundo, dentro e fora do campo. Sabemos que a sociedade tem a necessidade de alguns pilares, como saúde, educação e segurança. Existem outros pilares que ajudam na transformação de pessoas. E, para nós, um desses desses pilares está no esporte. Daí, essa parceria com a Brasil FA é por crer que o futebol americano é o futuro aqui no Brasil, pois enxergamos um grande número de atletas, praticantes, de consumidores, de público e da sociedade em geral atingidas de forma positiva por esse esporte. Por isso que a gente segue acreditando no esporte. Por isso que a gente resolveu apoiar e criar essas ligas-comentou Sanders.

E, dentro dessa lógica de ser um pilar, a Hinova e a Brasil FA entendem que os atores e atrizes principais da modalidade, os atletas, precisam de uma estrutura que os permita se desenvolver e fazer o esporte crescer no país, sem a necessidade de um sacrifício material grande apenas para que consigam praticar o FA.

Outra visão macro de apoio também engloba os clubes, que podem ser plataformas de desenvolvimento de jogadores e jogadoras, de geradores de negócios, receitas, algo no modelo da NFL, ou trazendo para nossa realidade, dos esportes olímpicos como o a SuperLiga de Vôlei, ou o Basquete com o NBB.

-Eu soube que os atletas pagam para jogar, com exceção de alguns times que conseguem bancar seus jogadores. Atletas tendo de pagar para jogar não é legal, eu acho um absurdo. O atleta remunerar uma entidade para ele jogar está errado, está invertido, e eu entendo isso hoje quando vejo a necessidade de que haja uma forma de equilibrar essa conta para que haja praticantes e que os clubes possam se manter também-disse Sanders.

O plano que já vem sendo executado pela Hinova, em parceria com a Lecupon, é patrocinar todos os clubes do FA nacional em um formato de Sócio Torcedor que gere receitas para eles para além do recebimento direto de uma verba. Essa visão que pode unificar esforços para o esporte nos próximos anos, como uma plataforma para atletas e clubes se sustentarem e desenvolverem a modalidade.


- Somos um país de dificuldades extremas. O Brasil tem muitas e muitas áreas e vejo nesses atletas o amor para jogar futebol americano. Tanto que remuneram o clube para que possam atuar. E a gente quer mudar isso. Queremos inverter esse jogo. Queremos que o atleta receba para fazer aquilo que ele faz melhor, que é o ofício dele, que é jogar futebol americano. Então ele tem que se dedicar inteiramente para isso. Então, nosso primeiro objetivo é pensar em benefícios para clubes e para os atletas principalmente, que seria a remuneração. Neste primeiro momento é lógico que ainda não vamos remunerar todos os atletas com o valor merecido. Todavia, temos que ter um início, uma construção da coisa, que será uma escada, um caminhar, uma uma jornada que vai ser feita durante anos até que isso seja mudado. O meu maior sonho é que a liga remunere os clubes, e esses clubes remunere os atletas. Esse é o objetivo-completou Sanders.

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