Anselmi desabafa após derrota do Botafogo para o Flamengo: 'Então sou burro'
Alvinegro foi derrotado por 3 a 0 pelo Rubro-Negro no Nilton Santos
Lance|Do R7
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Martín Anselmi conversou com a imprensa após a derrota do Botafogo por 3 a 0 para o Flamengo neste sábado (14), no Nilton Santos, pela sexta rodada do Brasileirão. O treinador negou a utilização do esquema de três zagueiros, mas não quis entrar em detalhes para justificar as suas escolhas na partida, dizendo que é tratado como “burro” quando o time perde.
“No jogo passado não jogamos com três zagueiros, nenhum jogo jogamos com três zagueiros. Três zagueiros? Nenhum. No jogo anterior, Ponte defendeu como lateral, era linha de quatro, hoje foi o mesmo. Dá para explicar tudo, mas hoje não tem sentido. Por mais que eu explique, nós perdemos, então sou burro. É verdade. Quando a equipe perde, o treinador é burro”, desabafou.
O argentino se recusou a dar “desculpas” aos torcedores alvinegros, mas garantiu que acredita na reviravolta do Botafogo ao longo da temporada.
“Eu não concordo que meus jogadores não competiram hoje, não concordo. Eu acho que, na primeira metade, foi um jogo parelho, onde tínhamos a bola dividida. Depois demos azar em uma jogada [primeiro gol do Flamengo]. A equipe estava competindo, estava no jogo. Depois uma falta nossa. Depois competimos com um a menos em alguns momentos. Mas não faz sentido falar hoje, eu sei o que sente o torcedor. Eu sei, porque também fui torcedor, já insultei, critiquei. Eu sei o que sentem hoje, nada que eu fale vai reverter isso. É o que é. Os torcedores se sentem decepcionados. Dizer tudo que trabalhamos para reverter essa situação vai ser insuficiente, e eu entendo”, falou.
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“Só posso dizer que o Botafogo é a minha vida hoje, realmente. É assim. A minha vida é o Botafogo durante as 24 horas do dia. A minha família está em casa, no meu país. Estou o dia todo trabalhando para o clube, tentando entender o porquê das situações. Na partida passada, não conseguimos empatar, é difícil explicar: tantos chutes, escanteios, posse de bola. Mas não posso colocar a palavra ‘competir’ como real problema. Acontecem coisas que posso explicar, mas hoje não é o dia. Mas também sei, como disse aos jogadores, que vamos reverter essa situação, sem vender ilusões, isso não me interessa. Vocês não me conhecem, mas sou uma pessoa que diz o que sente. Eu acredito nos jogadores, na comissão técnica, no que fazemos no dia a dia no Botafogo e que precisamos passar por tudo isso para viver uma situação diferente”, acrescentou.








