Santos: entenda os motivos do protesto da torcida contra Marcelo Teixeira e Mattos
Peixe atravessa crise dentro e fora de campo, e insatisfação com a diretoria cresce a cada resultado negativo
Futebol|Do R7
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O Santos empatou por 1 a 1 com o São Paulo na noite da última quarta-feira (4), pelo Brasileirão, e viu a pressão da torcida aumentar após mais um resultado negativo. Marcelo Teixeira, presidente do Peixe, e Alexandre Mattos, diretor-executivo do clube, foram os maiores alvos dos protestos, que ocorreram antes, durante e após a partida.
Nas arquibancadas, durante todo o primeiro tempo, a Torcida Jovem, organizada do Santos, ficou sentada, sem apoiar o time. Nos setores da torcida comum, Teixeira e Mattos foram muito xingados. Juan Pablo Vojvoda, técnico do Peixe, escapou dos protestos. Nas redes sociais, inclusive, torcedores se mobilizaram para apoiar o treinador, também apontando tanto o presidente, quanto o executivo, como culpados pela crise que enfrenta o Santos.
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O ponto central da insatisfação da torcida é a montagem do elenco. Em meio a sequência de jogos e a perspectiva de disputar quatro competições no ano, o grupo de jogadores do Peixe não vem sendo suficiente para competir em alto nível. A única vitória do Santos foi na estreia da temporada, contra o Novorizontino, por 2 a 1, no Paulistão.
Elenco desequilibrado
Até o momento, o Santos contratou apenas Gabigol, Gabriel Menino e Rony. O diagnóstico da diretoria era de que o elenco precisava de contratações pontuais, e focou seus esforços em repor saídas no meio-campo e ataque. No entanto, a atuação de Alexandre Mattos não tem agradado. Um exemplo é o do atacante Guilherme. O Peixe já sabia que o jogador não ficaria no clube desde agosto do ano passado, mas só trouxe a reposição na semana passada, quase cinco meses depois.
Além do ataque, outros setores já mostraram que também precisam de reforços, especialmente na defesa. O Peixe conta com Luan Peres, Zé Ivaldo, Adonis Frías, Alexis Duarte e João Basso para zaga. Nenhum, porém, caiu nas graças do torcedor. O Alvinegro Praiano sofreu 11 gols em oito jogos, e a cada partida um defensor é alvo de críticas. Alexis Duarte, inclusive, está de saída do clube, mesmo tendo chegado no meio do ano passado.
Nas laterais, o Santos vendeu Souza para o Tottenham, e tem apenas Escobar e Vinicius Lira para o lado esquerdo. O primeiro é muito contestado na parte técnica, enquanto o segundo, recém-promovido da base, sofre com oscilações em campo, naturais para idade. Na direita, Igor Vinícius e Mayke são as opções, mas nenhum dos dois agrada o torcedor.
No meio-campo, Vojvoda fez seu único pedido de reforço para a diretoria: Felipe Loyola, ex-Independiente. A análise de Vojvoda é de que o setor precisa de jogadores de intensidade física, o que não é o perfil de nenhum dos volantes do elenco: Zé Rafael, João Schmidt, Thomás Rincón e Gabriel Menino. O Santos, por meio de Mattos, não conseguiu viabilizar a contratação e o jogador acabou no Pisa, da Itália.
Contratações duvidosas
O elenco desequilibrado não é só pela falta de reforços, mas também pelas contratações, por valores elevados, e que não deram certo. Alexandre Mattos tem apostado em jogadores que já trabalhou em outros clubes ou que surgem por indicações de empresários que o diretor tem relação.
Mattos chegou em junho do ano passado. As contratações que o dirigente fez em 2025 foram os zagueiros Adonis Frias e Alexis Duarte, cada um contratado por 4 milhões de dólares (pouco mais de R$ 21 milhões), Mayke, que veio de graça, mas com contrato de três anos e salário próximo de R$ 1 milhão, Victor Hugo, que já saiu, além de Caballero e Bilal Brahimi, que também já foram negociados. William Arão e Igor Vinícius foram os únicos que deram certo no Peixe.
No caso do argelino, negociado com o futebol português, o Santos continuará pagando o salário do atleta até o meio do ano. Brahimi atuou em apenas 26 minutos pelo Peixe e deve custar aos cofres santistas quase R$ 9 milhões, já que tem vencimentos na casa dos R$ 850 mil por mês.















