Qatar se utiliza de trabalho escravo para realizar Copa de 2022
Anistia Internacional faz denúncias e cidadãos norte-coreanos não têm recebido pagamentos
Futebol|Do R7

A polêmica em torno da Copa do Mundo no Qatar não se resume às suspeitas de corrupção. A Anistia Internacional tem certeza de que está havendo exploração de trabalhadores estrangeiros, em situação de escravidão, na construção da infraestrutura para o Mundial.
O último informe da entidade que defende os direitos humanos, divulgado no domingo passado (17), contém mais denúncias neste sentido, com destaque ao fato de que, há cerca de seis meses, as autoridades do país garantiram que iriam resolver o problema algo que, segundo a Anistia, ainda não aconteceu.
O título do relatório é "Não tem prorrogação: Como o Qatar está falhando nos direitos dos trabalhadores perante à Copa do Mundo". Para piorar, agora há a denúncia de que questões políticas, envolvendo interesses da Coreia do Norte, estão em jogo.
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O secretário-geral da Anistia Internacional, Salil Shetty, confirma que as condições de trabalho no Qatar são deploráveis, o que contrasta com o poderio econômico do país, cujos gastos para a Copa serão de cerca de R$ 410 bilhões, quase 20 vezes mais do que o custo da Copa do Mundo no Brasil.
— É simplesmente imperdoável que em um dos países mais ricos do mundo, muitos trabalhadores migrantes estejam sendo cruelmente explorados, privados de seus salários e tentando duramente sobreviver.
Segundo o jornal britânico The Guardian, há pelo menos três mil trabalhadores norte-coreanos no Qatar que não têm recebido pagamento pelos trabalhos voltados à Copa do Mundo.
Agências estatais da Coreia do Norte afirmam que o dinheiro vai diretamente para os familiares dos trabalhadores, mas estes negam a veracidade da informação.
A hipótese mais provável é que o governo da Coreia do Norte, carente de recursos por causa do isolamento e da falta de capacidade produtiva do país neste momento, está retendo pelo menos 90% dos pagamentos aos funcionários.












