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BRASILEIRO 2022

Presidente do Barcelona anuncia demissão após escândalos sobre compra de Neymar

Sandro Rosell alega inocência, mas prefere preservar clube das acusações 

Futebol|Do R7

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Em agosto, brasileiro foi apresentado com pompa no Camp Nou
Em agosto, brasileiro foi apresentado com pompa no Camp Nou

A complicada e nebulosa contratação de Neymar custou o cargo ao presidente do Barcelona, Sandro Rosell. Nesta quinta-feira (23), o mandatário anunciou sua demissão, motivado pelos escândalos envolvendo a compra do brasileiro. 

Em entrevista coletiva na sede do clube, Rosell alegou inocência, mas anunciou que pretende preservar o Barça da batalha jurídica que terá de enfrentar. Ele será substituído por Josep Maria Bartomeu, seu vice-presidente.


— Minha família sofreu ataques diretos que me fizeram refletir. Agora, uma injusta e temerária acusação de apropriação indevida terminou com uma audiência. Sempre disse que a contratação de Neymar é correta e provocou inveja. Mas há cláusulas de confidencialidade que devemos respeitar. Não queremos que as críticas afetem a imagem do clube, então acho que essa é a hora de colocar um fim em minha gestão. Minha etapa terminou e apresento a minha demissão em caráter irrevogável. 

Sandro Rosell finalizou seu breve discurso avisando que a Junta do clube aprovou por unanimidade a posse de seu vice e pediu que a torcida apoie Josep Maria Bartomeu na sequência do trabalho. 


Entenda o caso

Na semana passada, Rosell foi denunciado pelo sócio e seu oposicionista Jordi Cases de ter maquiado o valor real da compra de Neymar para se apropriar de recursos do clube.


Oficialmente, o Barça alega ter pagado 57 milhões de euros (cerca de R$ 157 milhões) para tirar o craque do Santos. No entanto, o jornal espanhol El Mundo, apurou que, na realidade, o clube desembolsou 95 milhões de euros (cerca de R$ 303 milhões). 

Passado suspeito


O empresário de 49 anos é amigo de longa data e padrinho de casamento de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF. Os dois se conheceram quando o espanhol dirigia a Nike no Brasil e fechou o primeiro contrato de patrocínio milionário da entidade, em 1996.

Em 2012, Rosell e Teixeira foram acusados de se apropriar da verba da organização de um amistoso da seleção brasileira contra Portugal.

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