Futebol Árbitro leva soco de presidente e chutes de jogadores em partida na Turquia; veja o vídeo

Árbitro leva soco de presidente e chutes de jogadores em partida na Turquia; veja o vídeo

Escândalo que chocou o país foi motivado por um pênalti marcado contra o Ankaragücü, time da elite do futebol turco; assista

Agência Estado - Esportes

Uma cena chocante causou um grande escândalo na Turquia nesta segunda-feira (11). Faruk Koca, o presidente do Ankaragücü — time da elite do Campeonato Turco —, ficou irritado pela marcação de um pênalti contra sua equipe nos acréscimos. Ele invadiu o campo depois do apito final e agrediu o árbitro Umut Meler com um soco no rosto. Veja o vídeo acima.

Árbitro tentou se defender dos chutes enquanto estava no chão

Árbitro tentou se defender dos chutes enquanto estava no chão

Reprodução Twitter @SelecaoTalk

O caso aconteceu durante o duelo entre o Ankaragücü, que soma 18 pontos e é 11º colocado da Süper Lig, como é chamado o Campeonato Turco, e o Rizespor, que está na oitava posição, com 22 pontos. O jogo terminou empatado em 1 a 1.

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As imagens rodaram o mundo do futebol e deixaram estarrecido até o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. "Condeno o ataque ao árbitro Halil Umut Meler e desejo-lhe uma rápida recuperação. Esporte significa paz e fraternidade. O esporte é incompatível com a violência. Nunca permitiremos que a violência ocorra nos esportes turcos", escreveu Erdogan.

Outras imagens ainda mostram o árbitro caindo no chão e recebendo chutes e pontapés de pessoas ligadas ao clube local. Imediatamente após Meler se reerguer, é possível notar que ele está com um olho roxo. 

O Ankaragücü, time do presidente agressor, abriu o placar ainda no primeiro tempo, com o romeno Olimpiu Morutan, e segurou a vitória até os acréscimos, mesmo atuando em desvantagem numérica depois que o gabonês Ali Sowe foi expulso, aos 5 minutos do segundo tempo.

Aos 52 minutos, foi marcado um pênalti para o Rizespor, equipe visitante. A penalidade foi convertida pelo argentino Adolfo Gaich, que decretou a igualdade por 1 a 1 no marcador do estádio Eryaman, em Ancara, a capital turca.

Além do presidente Erdogan, ministros do seu governo repudiaram a atitude de Koca. Clubes da elite, incluindo o Rizespor, também expuseram sua indignação com o fato.

"Condenamos nos termos mais veementes todos aqueles que são responsáveis por esses acontecimentos e que demonstram essa atitude. Convidamos todas as partes interessadas do futebol turco, todos os indivíduos e instituições responsáveis por esse incidente, que não convém ao nosso país nem ao futebol turco, a agir em conjunto", escreveu o Fenerbahçe.

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