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BRASILEIRO 2022
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Ponte Preta 122 anos: democracia racial e celeiro de craques

Macaca comemora seu aniversário nesta quinta-feira (11) e, em meio a uma crise financeira, relembra o glorioso passado

Futebol|Do Live Futebol BR


Estádio Moisés Lucarelli, o Majestoso, é palco dos grandes jogos da Ponte Preta
Estádio Moisés Lucarelli, o Majestoso, é palco dos grandes jogos da Ponte Preta

"És a nossa Ponte Preta, orgulho de nossa terra", "Preto e Branco é sua cor, Ponte Preta vai pro campo para mostrar o seu valor", são alguns trechos do hino do clube de futebol mais antigo do Brasil nas quatro divisões nacionais, que comemora 122 anos nesta quinta-feira (11).

A Associação Atlética Ponte Preta, de Campinas (SP) tem muita história para contar neste mais de um século em atividade e, se hoje a situação não é das melhores, o torcedor olha para o passado e vê muitos motivos para se orgulhar.

A Macaca, como é carinhosamente conhecida, tem em seu currículo o pioneirismo do negro no futebol brasileiro e também o direito em dizer que é um celeiro de craques.

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"A Ponte Preta vem a ser o quê, digam? É a ponte, a ponte do trem, que liga o Brasil ao mundo inteiro onde o céu é de cor bem anil. Essa ponte leva de Campinas ao mar, ao mundo, A Ponte Preta é nacional e internacional", trecho de Os Brasilíadas (ed. Botequim de Idéias, 2001), escrita aos “500 anos de Brasil, 2.000 anos de Cristo, 100 anos a A.A. Ponte Preta“.

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Democracia racial do futebol brasileiro

Fundada em 11 de agosto de 1900, graças a vários alunos do Colégio Culto à Ciência, ainda em operação, que praticavam futebol no bairro homônimo, a Ponte Preta se orgulha em se definir como 'a primeira democracia racial do futebol brasileiro', graças a um de seus fundadores, Miguel do Carmo, negro, também jogador da equipe, considerado o primeiro atleta negro do futebol bretão. Há a suspeita de que outros atletas negros fizeram parte dos primeiros anos, junto de Miguel, mas a falta de documentação atrapalha na apuração.

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Como o próprio hino diz, "preto e branco é sua cor", não apenas por seu tradicional uniforme alvinegro, mas também por ser um baluarte na inclusão social por meio do esporte. Desde Miguel, vários atletas negros se destacaram com a camisa pontepretana, como Sabará, Régis Pitbull, Ronaldão, Marinho e, mais recentemente, o goleiro Aranha e o atacante Roger.

Formadora de craques

Por falar em craques do passado, a Macaca é considerada uma das maiores formadoras de atletas do Brasil.

A equipe tem o orgulho de dizer que, entre os times do interior paulista, é quem cedeu mais atletas para a seleção brasileira em Copas do Mundo. O goleiro Carlos, os zagueiros Oscar e Polozzi disputaram a Copa de 1978, enquanto o também zagueiro Juninho Fonseca foi à Espanha, em 1982.

Mas muito além disso, desenvolveu, em suas categorias de base, jogadores que se tornariam atletas de seleção no futuro, como os goleiros Waldir Peres, Alexandre Negri e Ivan, os zagueiros Fábio Luciano e André Cruz, os centroavantes Sabará e Luís Fabiano, entre outros.

Se o atual cenário é de preocupação com o futuro, quando olha para o passado, o torcedor pontepretano pode se orgulhar de uma história cheia de lutas, reviravoltas e momentos inesquecíveis.

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