Futebol Operários de estádio da Copa de 2022 ficaram sem salários por meses

Operários de estádio da Copa de 2022 ficaram sem salários por meses

ONG Anistia Internacional denuncia que empresa contratada para obras da fachada do estádio Al Bayt não pagava funcionários desde setembro de 2019

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Funcionários da Qatar Meta Coats estavam sem receber desde setembro de 2019

Funcionários da Qatar Meta Coats estavam sem receber desde setembro de 2019

Ali Haider/EFE/EPA

Uma centena de trabalhadores que atuam em obras dos estádios que serão utilizados na Copa do Mundo de 2022, no Catar, não receberam salários durante meses, e o pagamento parcial dos atrasados começou nesta semana, conforme denunciou nesta quinta-feira a Anistia Internacional (AI).

De acordo com a ONG, todos os empregados da Qatar Meta Coats, contratada para as obras da fachada do estádio Al Bayt, localizado na cidade de Al Khor, só começaram a ser remunerados depois que a própria AI levou o caso para autoridades do país asiático, à Fifa e ao comitê organizador local da competição.

"Os trabalhadores imigrantes nos contaram as dificuldades que tiveram ao trabalhar sem receber durante meses seguidos no estádio Al Bayt. Estão preocupados pelas famílias deles, que dependente do dinheiro que enviam para casa, desde o Catar", disse o diretor de Justiça Econômica e Social da Anistia Internacional, Steve Cockburn.

"Embora os pagamentos recentes sejam um merecido alívio para os operários, os organizadores do Mundial do Catar nos comunicaram que sabiam dos atrasos nos salários desde julho de 2019", completou o representante da ONG, em comunicado emitido hoje à imprensa.

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De acordo com a Anistia Internacional, entre os funcionários da empresa de design e construção, há pessoas provenientes de Gana, Quênia, Nepal e Filipinas. Segundo a AI, houve quem ficasse sem receber qualquer pagamento entre setembro do ano passado e março de 2020.

Segundo a AI, no último domingo, alguns trabalhadores receberam os salários atrasados, mas não todos e, em alguns casos, quantia parcial.

O comitê organizador local, também por meio de nota, garantiu que faz o acompanhamento do caso, mas confirmou a informação da ONG, de que sabia dos atrasos de salário desde meados de 2019, a partir de auditorias internas e conversas com operários.

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"Atuamos imediatamente, e os esforços significaram o pagamento de três meses aos funcionários", aponta o comunicado.

Além disso, o órgão local informou que a Qatar Meta Coats já foi retirada da gestão das obras do estádio Al Bayt e proibida de participar de qualquer outro projeto relacionado com a Copa do Mundo de 2022.

A AI ainda denunciou que a companhia não renovou a autorização de residência no Catar dos trabalhadores, que, em grande parte, estão em isolamento por casa da pandemia da Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, em alojamentos "massificados" em Doha, recebendo apenas alimentação.

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