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BRASILEIRO 2022
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No Brasileirão 2022, apenas três técnicos estrangeiros estão há mais de um ano no cargo

Nove profissionais de fora do país iniciaram a competição em abril; português Abel Ferreira, do Palmeiras, é o mais longevo entre eles

Futebol|André Avelar, do R7

Português Abel Ferreira está há um ano e oito meses no comando do Palmeiras
Português Abel Ferreira está há um ano e oito meses no comando do Palmeiras Português Abel Ferreira está há um ano e oito meses no comando do Palmeiras

O Campeonato Brasileiro atingiu o recorde de treinadores estrangeiros em junho deste ano. Naquele momento, dez eram os treinadores de fora do país à frente de clubes na Série A. Um mês depois, esse número já está em sete, sendo que apenas três desses treinadores estão há mais de um ano no cargo.

Demitido do Santos na última quinta-feira (7), Fabián Bustos entrou para a estatística com quatro meses de trabalho na Vila Belmiro. A lista dos estrangeiros demitidos no torneio ainda tem o uruguaio Cacique Medina (Internacional) e o português Paulo Sousa (Flamengo) com respectivamente quatro e seis meses em seus cargos.

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Antes de teorias xenófobas, o número de estrangeiros demitidos retratam a alta rotatividade no banco de reservas dos 20 clubes. Ao todo, entre brasileiros e estrangeiros, 11 treinadores perderam seus empregos em 16 rodadas do nacional (abaixo). No Brasileirão do ano passado, 18 treinadores deixaram os clubes, em 38 rodadas disputadas.

A prática entre os dirigentes obrigou a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) a impor, sem efeito, um limite de troca de treinadores. Se na teoria apenas um treinador poderia ser demitido por clube, na prática o famoso “acordo entre as duas partes” se fez mais frequente. Para o 2022, os clubes derrubaram por unanimidade a regra.

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Efeito Jorge Jesus

Português Jorge Jesus colecionou troféus em 13 meses à frente do Flamengo
Português Jorge Jesus colecionou troféus em 13 meses à frente do Flamengo Português Jorge Jesus colecionou troféus em 13 meses à frente do Flamengo

A aposta recente por estrangeiros no comando das equipes envolve também uma relação de causa e efeito de Jorge Jesus. Em 13 meses, o português foi campeão da Libertadores, do Brasileiro (ambos em 2019), da Recopa Sul-Americana, da Supercopa do Brasil e do Carioca (todos em 2020).

Nas vésperas de erguer o troféu do Brasileirão, Jesus foi perguntado sobre a diferença entre treinadores brasileiros e estrangeiros e minimizou a questão.

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“Não vim tirar o trabalho de ninguém, não vim ensinar ninguém. Também queria lembrar para os meus colegas que em Portugal já trabalhou um brasileiro, chama-se [Luiz Felipe] Scolari. Um grande treinador. Foi acarinhado por todos os treinadores portugueses”, disse, em referência a Felipão, que ficou de 2003 a 2008 na seleção portuguesa.

Junto do sucesso de Jesus, o também português Abel Ferreira conquistou a torcida do Palmeiras. Há um ano e oito meses no cargo, ele é o mais longevo entre os treinadores estrangeiros e tem contrato até o final de 2024. Os títulos no currículo também não ficam por menos, tendo conquistado a Libertadores (2020 e 2021), a Copa do Brasil (2020), a Recopa Sul-Americana e Paulistão (ambos em 2022).

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À frente de Abel na lista dos técnicos mais longevos está somente Maurício Barbieri, do Red Bull Bragantino, há um ano e dez meses no comando da equipe.

Estrangeiros à frente de times brasileiros na Série A:

- Abel Ferreira – Portugal – Palmeiras| 1 ano e oito meses

- Gustavo Morínigo – Paraguai – Coritiba| 1 ano e cinco meses

- Juan Pablo Vojvoda – Argentina – Fortaleza| 1 ano e dois meses

- Antonio Mohamed – Argentina – Atlético-MG | cinco meses

- Vítor Pereira – Portugal – Corinthians | quatro meses

- Luís Castro – Portugal – Botafogo | três meses

- Toni Oliveira – Portugal – Cuiabá | um mês

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