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BRASILEIRO 2022

Neymar e os rivais: eliminação para o Galo amplia histórico de provocações do craque

Queda do Santos na Sul-Americana teve respostas ao camisa 10; histórico inclui confrontos com Remo, Mirassol e Atlético de Madrid

Futebol|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Neymar, mesmo sem jogar, gerou polêmica com provocações durante a eliminação do Santos para o Atlético-MG na Copa Sul-Americana.
  • Histórico de provocações inclui confrontos com Remo, Mirassol, Botafogo e Atlético de Madrid, resultando em reações intensas das torcidas adversárias.
  • Em 2019, Neymar foi suspenso por três jogos após agredir um torcedor na final da Copa da França, demonstrando um padrão de comportamentos provocativos.
  • Neymar defende que provocações fazem parte do futebol, citando exemplos de outros jogadores e mantendo um tom leve nas redes sociais após os incidentes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Neymar sabe bem como irritar os adversários Raul Baretta/Santos FC

Neymar não entrou em campo nas quartas de final da Copa Sul-Americana, mas suas provocações repercutiram até depois da eliminação do Santos. O Atlético-MG venceu a partida de volta por 4 a 2, na quarta-feira (16), na Arena MRV, e garantiu a classificação nos pênaltis, por 3 a 1.

A tensão começou no jogo de ida, em 9 de setembro. Fora da partida por uma lesão na coxa direita, Neymar acompanhava de um camarote a vitória santista por 2 a 0, na Vila Belmiro, quando discutiu com torcedores visitantes. “Eu sem joelho jogo melhor que todo o seu time”, afirmou.


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Na avaliação do colunista Cosme Rímoli, do R7, as declarações deram ao confronto um componente de defesa da honra atleticana e serviram de incentivo aos jogadores. Ele destacou os xingamentos dirigidos a Neymar na Arena MRV e a comemoração no vestiário, quando atletas imitaram a careta usada pelo santista para celebrar gols.

Um repertório de farpas

A troca de provocações se soma a outros episódios protagonizados pelo atacante no Brasil e na Europa.


Em 4 de agosto deste ano, Neymar se envolveu em discussões após a vitória do Santos por 1 a 0 sobre o Remo, no Mangueirão, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Vaiado durante a partida, respondeu à arquibancada com gestos e sorrisos. O jogador chegou a mandar um beijo em direção à esposa de um torcedor que o provocava.

O clima também esquentou no acesso aos vestiários. Um vídeo mostrou Neymar discutindo com integrantes da delegação remista e repetindo “eliminado”. Naquela noite, o atacante havia dado a assistência para o gol de Rony, responsável pela classificação santista.


Contra o Mirassol, o resultado foi outro. Em 19 de julho de 2025, durante a derrota santista por 3 a 0 pelo Campeonato Brasileiro, Neymar reagiu às provocações pedindo silêncio, apontando para as estrelas dos títulos mundiais no escudo do Santos e fazendo um gesto de “pequeno” em direção aos torcedores adversários.

A arquibancada respondeu com gritos de “olé”. Nos minutos finais, Cristian marcou para o Mirassol e imitou a comemoração do camisa 10, levando as mãos ao rosto.


Em 1º de junho de 2025, na Vila Belmiro, a conta chegou mais rápido. Provocado por torcedores do Botafogo, que o chamavam de “pipoqueiro”, Neymar respondeu: “Vou fazer um gol e vou aí!”. Oito minutos depois, levou o primeiro amarelo por falta em Jair e, no segundo tempo, foi expulso ao tentar marcar com a mão. O Botafogo venceu por 1 a 0 e devolveu a provocação nas redes sociais.

O histórico também passa pela Espanha. Em fevereiro de 2017, depois de o Barcelona vencer o Atlético de Madrid por 2 a 1, Neymar foi hostilizado a caminho dos vestiários. Respondeu mostrando dois dedos, em referência aos gols da equipe catalã. Segundo o jornal AS, o gesto aumentou a irritação dos torcedores próximos ao túnel.

Em 27 de abril de 2019, após a derrota do PSG para o Rennes na final da Copa da França, Neymar acertou um soco no rosto de um torcedor durante a cerimônia de premiação. A Federação Francesa o suspendeu por três jogos, e o PSG recorreu alegando que vários jogadores haviam sido insultados. Anos depois, o torcedor agredido processou o clube parisiense, alegando ter sido alvo de uma campanha hostil nas redes após a divulgação de sua identidade.

A relação com torcidas adversárias, aliás, começou cedo. Em 2010, ainda garoto, ele aplicou um chapéu em Chicão com a bola parada, em clássico do Paulistão. O zagueiro do Corinthians reclamou publicamente da atitude e disse que não havia necessidade do lance.

A defesa do camisa 10

Depois da repercussão do bate-boca na Vila, Neymar publicou um vídeo defendendo a prática. Ele mostrou registros em que atleticanos o chamavam de “motoboy” e gritavam que ele não tem joelho, e citou Viola, Edmundo, Paulo Nunes e Edílson para sustentar que provocação sempre fez parte dos clássicos brasileiros. Ao comentar o episódio, disse que respeita o Atlético e sua torcida, e completou: “no fundo eu sei que vocês me amam”.

Eliminado, o camisa 10 manteve o tom leve. Ao receber uma mensagem irônica do cantor atleticano Chris MC, respondeu com emojis de riso e de joia. O Atlético, agora, espera o vencedor de Montevideo City Torque e Cienciano para a semifinal, marcada para outubro.

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