Mônaco demite Ranieri, que levou o clube da 2ª divisão à 'Champions'
Futebol|Do R7
O técnico italiano Claudio Ranieri deixará "em breve" o Mônaco, clube que levou da segunda divisão ao vice-campeonato francês, garantindo a classificação para a Liga dos Campeões, anunciou nesta terça-feira o vice-presidente do clube, Vadim Vasilyev.
"A respeito de Claudio Ranieri, confirmo que ele deixará o clube em breve. Tomamos a decisão de não contar mais com ele", declarou o dirigente em entrevista coletiva realizada no estádio Louis II.
Vasilyev não divulgou o nome do substituto, alegando que "alguns detalhes precisavam ser resolvidos".
O ex-craque Zinedine Zidane, hoje auxiliar técnico de Carlo Ancelotti no Real Madrid, chegou a ser especulado, mas a imprensa francesa informou recentemente que o clube estava em negociação avançada com o português Leonardo Jardim, do Sporting de Lisboa.
"Quero homenagear Claudio Ranieri, que fez um ótimo trabalho. A decisão (de demiti-lo) foi difícil. Nunca é fácil se separar de um técnico quando ele tem ótimos resultados, mas achamos que, para esta nova fase do nosso projeto, era preciso impulsionar uma nova dinâmica", completou.
Ranieri assumiu o comando do Mônaco em dezembro de 2012, quando a equipe estava na segunda divisão, mas acabava de ser comprada pelo bilionário russo Dmitry Rybolovlev, que salvou o clube da falência e investiu pesado para reforçar o elenco.
O italiano levou o time de volta à elite ao se sagrar campeão da Ligue 2 e outros reforços vieram, como os colombianos Radamel Falcao García, contratado por 60 milhões de euros.
Apesar da boa campanha na primeira divisão francesa, o técnico paga, em parte, seus problemas de relacionamento com alguns jogadores do elenco, como o veterano Eric Abidal.
Na mesma entrevista coletiva, Vasilyev informou que o orçamento destinado a contratações de jogadores seria inferior ao da temporada passada, para respeitar as normas do 'fair-play' financeiro.
Na semana passada, Paris Saint-Germain e Manchester City foram multados em 60 milhões de euros por não respeitarem estas regras.
"O anúncio das sanções mostra mais uma vez que temos que trabalhar ainda mais para aumentar as nossas próprias receitas", completou.
Para respeitar as normas do "fair play financeiro" da Uefa, os clubes europeus não podiam, durante as temporadas 2011-2012 e 2012-2013, ter gastos superiores a 45 milhões de euros a mais do que suas arrecadações, salvo algumas exceções.
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